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    segunda-feira, 14 de novembro de 2016

    Palestina promete tornar vida dos EUA 'miserável' se Trump mudar embaixada para Jerusalém

    14 novembro 2016

    Palestina promete tornar vida dos EUA 'miserável' 

    O enviado da Palestina para a ONU, Riyad Mansour, prometeu tornar

     a vida "miserável" para a Casa Branca se o presidente eleito Donald 

    Trump transferir a embaixada dos EUA para Jerusalém, conforme as 

    declarações do magnata republicano a respeito do apaziguamento 

    das reivindicações de Israel na Cisjordânia.


    Sputnik


    Na sexta-feira (11), Mansour disse em Washington que a medida representaria um
     flagrante desafio aos direitos da Palestina sobre a Jerusalém ocupada. Os palestinos
     contra-atacariam, disse ele, segundo citação do jornal Haaretz. 

    Bandeira da Palestina hasteada na ONU.
    Bandeira palestina hasteada na ONU © REUTERS/ Andrew Kelly
















    Mansour, um diplomata educado nos EUA, enfatizou que a possível transferência da
     embaixada dos EUA para Jerusalém – que é parcialmente ocupada pelos israelenses
     – seria considerada um ato beligerante contra a Palestina. 

    "Se fizerem isso, ninguém deve nos culpar por fazer uso de todas as armas que temos 
    na ONU para nos defender, e nós temos muitas armas na ONU", disse ele. 

    O enviado palestino afirmou ainda que "pode ​​tornar sua vida [dos Estados Unidos]
     miserável todos os dias com a precipitação de um veto sobre minha admissão 
    [da Palestina] como um Estado membro", mas reconheceu que apelar ao Conselho 
    de Segurança da ONU seria uma opção improvável devido ao direito de veto de 
    Washington.

    A disputa moderna sobre Jerusalém remonta ao plano de partição das Nações Unidas
     de 1947, que estipulava a criação de dois Estados independentes para palestinos e
     judeus. Jerusalém, uma cidade simbólica para cristãos, muçulmanos e judeus, 
    deveria receber um status internacional especial. O plano foi por água abaixo depois 
    que Israel ocupou Jerusalém Oriental durante a Guerra dos Seis Dias em 1967 e 
    declarou toda a cidade como uma capital unificada em 1980.

    As administrações anteriores da Casa Branca nunca favoreceram o reconhecimento 
    de Jerusalém como capital de Israel, mas o resultado das últimas eleições 
    norte-americanas estimulou as especulações de que as coisas podem mudar 
    dramaticamente a partir do ano que vem. 

    No meio de sua campanha eleitoral em setembro, Trump disse que Jerusalém tem 
    sido "a eterna capital do povo judeu por mais de 3.000 anos", prometendo aceitá-la
     "como a capital indivisa do Estado de Israel" se fosse eleito. 

    Neste domingo, porém, Trump disse ao New York Times que está determinado a 
    chegar a um "acordo final" no conflito entre israelenses e palestinos "pelo bem da 
    humanidade". No entanto, sua equipe deixou claro que a oposição aos assentamentos
     israelenses na Cisjordânia ocupada não será mais uma prioridade da Casa Branca.

    Logo após o discurso de vitória do candidato republicano, David Friedman, seu
     assessor de assuntos relacionados a Israel, disse ao Jerusalem Post que "há toda 
    a intenção" de manter a promessa da campanha e transferir a embaixada dos EUA 
    para a cidade.

    Jason Greenblatt, diretor jurídico de Trump e alto executivo das Organizações Trump, 
    também disse à Rádio do Exército de Israel que, nos próximos anos, "haveria uma 
    ruptura radical em relação à posição norte-americana de longa data de que as 
    construções israelenses nas áreas capturadas na Guerra dos Seis Dias de 1967 
    tornavam mais difícil chegar a um acordo de paz com os palestinos".

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