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    sábado, 20 de dezembro de 2014

    FILHA FALA PELA MEMÓRIA DE SEU PAI GENERAL .

    Pela memória de meu pai
    20 Dez 2014

    Claudia Maria Madureira de Pinho


    Pouco após o assassinato de Vladimir Herzog dentro de sua cela no DOI-Codi, em São Paulo, o presidente Ernesto Geisel e o ministro do Exército, Sílvio Frota, convocaram meu pai ao Planalto. Desejavam que assumisse o comando do Centro de Informações do Exército, o Ciex. Precisavam de alguém que acabasse com o horror dos porões. Papai, o general Antonio da Silva Campos, não queria o cargo. Em família o pressionamos para que passasse à reserva. Era uma ordem, ele a acatou. (Mantinha o pedido de saída para a reserva pronto na gaveta.) Por conta desta passagem de pouco mais de um ano pelo comando do Ciex, seu nome foi listado entre os 377 responsáveis por crimes contra a humanidade da Comissão da Verdade.
    O que leva um nome a ser colocado como responsável por crimes contra a humanidade em um relatório oficial? Ele é citado três vezes no documento, todas de forma vaga. Mas está na lista. Os membros da comissão sequer descobriram o ano em que nasceu ou aquele em que morreu. Puseram seu nome entre os responsáveis pelo pior de todos os crimes que um ser humano pode cometer sem, ao menos, ter o respeito, a decência, de buscar saber de quem se tratava.
    A Geisel e Frota, naquele dia, papai argumentou que não tinha o perfil. Que sua vida no Exército havia sido toda baseada no respeito à Convenção de Genebra. “Quem aceita tocar num fio de cabelo de um preso”, lhes disse, “ainda mais torturar, é um ser doente.” Não eram militares de fato. Eram pessoas “a quem nenhuma ordem é capaz de conter”. Como de fato nenhuma ordem conteve. Durante aquele ano do Ciex, que passou viajando de quartel em quartel tentando impedir a barbárie, perdeu dez quilos.
    Papai nasceu em família pobre. Sua mãe, imigrante portuguesa, foi uma empregada doméstica que jamais aprendeu a ler. Entrou nas Forças Armadas porque ali poderia estudar, encontrar futuro. Se fez voluntário para combater o fascismo durante a Segunda Guerra. Foi preso e arriscou corte marcial porque se recusava a separar soldados brancos de negros em seu pelotão durante paradas. Contava a história do único homem que soube ter matado, um soldado alemão, na Batalha de Montese. Lance de sorte: sacou mais rápido, disparou. Seguindo as regras, retirou do corpo o cordão de identificação que seria enviado para as forças inimigas e manuseou sua carteira. Lá, encontrou a foto de uma mulher e de um bebê. No meio de um tiroteio, nunca se sabe se uma bala feriu ou matou. Mas, naquele momento, ele soube. Os pesadelos com aquela imagem o perseguiriam pelo resto da vida.
    Entre seus melhores amigos estavam vários militares cassados pela ditadura. Dentre eles, o brigadeiro Rui Moreira Lima. Estão, como papai, mortos. Não podem vir à frente e depor em seu nome, contar quem foi Antonio da Silva Campos. Mas eu, sua filha, posso.
    O período da ditadura foi difícil para nós. Eu ia às passeatas pedir a volta da democracia, ele implorava que ficasse em casa. Tinha medo de que, se desaparecesse, não conseguiria me localizar. Ainda tenente-coronel, no fim dos anos 1960, foi responsável direto por um preso político, na Vila Militar. Almoçava com ele. Talvez ainda esteja vivo. Foi libertado e retornou para visitar meu pai.
    Papai não cometeu crimes contra a humanidade. Tentou evitá-los. Foi escolhido para o cargo para isso. Por seu perfil. Era a missão. Acreditava na instituição do Exército. Talvez não devesse. De fato comandou o Ciex em 1976 e 1977. Mas, por honestidade, por integridade, no mínimo por uma questão de decência, antes de listar seu nome entre alguns dos homens mais abjetos que passaram pelas forças militares brasileiras, deviam se informar sobre quem foi.
    Mas não fizeram, sequer, uma busca no Google.

    Claudia Maria Madureira de Pinho é filha do general Antonio da Silva Campos, citado pela Comissão da Verdade como responsável por crimes contra a Humanidade

    Deputado eleito do PSOL é contra cassação de Bolsonaro e quer general no Ministério da Defesa.

    20 de dezembro de 2014

    General no Ministério da Defesa.

    Nota do editor
    A matéria é da Carta Capital, o que explica o discurso facistóide e o tom alarmado. O fato é que as opiniões do cabo estão causando arrepios na esquerdalha carioca.

    O Psol elegeu um reacionário?
    Eleito deputado federal pelo partido, o Cabo Daciolo diz que Brasil vive ditadura, coloca Deus à frente do mandato e defende um militar para ministro da Defesa
    Cabo Daciolo
    Cabo Daciolo ficou conhecido ao liderar movimento grevista de bombeiros no Rio de Janeiro em 2011

    Renan Truffi
    Um vídeo de pouco mais de três minutos divulgado no Facebook pegou de surpresa o PSOL na última semana. Eleito deputado federal pelo partido, o Cabo Daciolo (Psol-RJ) declarou na rede social que o Brasil vive uma “falsa democracia”, defendeu a indicação de um general para o Ministério da Defesa e ainda relacionou os índices de violência com o “baixo” número de militares no País. Antes mesmo de assumir o cargo, o militar dá sinais de que, apesar de ter liderado uma greve dos bombeiros no Rio de Janeiro, não é tão progressista como o partido pensava.
    No vídeo, Cabo Daciolo diz que o Brasil precisa de “união” com os militares para ser uma “grande potência”. “Não sou a favor da ditadura, nem da falsa democracia que estamos vivendo. E acredito que a união do militar com a população faz do nosso País uma grande potência. Eu acredito na soberania do nosso País. Hoje nós temos o Ministério da Defesa. O senhor Celso Amorim é o ministro. E particularmente eu acho inadmissível que o cargo não seja de um oficial general, no último grau da hierarquia das Forças Armadas, podendo ser do Exército, da Marina ou da Aeronáutica”, diz.
    O deputado federal Chico Alencar, que também é do Psol do Rio de Janeiro, admitiu que o episódio “chocou” as lideranças do partido. “Essas declarações, que evidentemente não têm a mínima identificação com o Psol, nos surpreenderam”, afirmou antes de criticar o discurso do colega. “Além de ter essa visão extremamente reacionária, atrasada, é um pouco prepotente. Ele convoca militares para discutir a importância de um oficial-general para chefiar o Ministério da Defesa. Ele está distante até das democracias liberais modernas”, complementou.
    Essa não foi a primeira demonstração ideológica do militar que pareceu “preocupante” para a legenda. Em alguns vídeos, o Cabo Daciolo também demonstra costumes que “beiram o fundamentalismo religioso”, como classifica o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ). Em uma das imagens, o bombeiro diz que seu mandato é de Deus. “Acredito em um Deus vivo. Esse mandato é ele [Deus] que está à frente, nos guiando. Ele é o Deus do impossível”, profetiza.
    O momento mais “constrangedor”, segundo os socialistas, foi na segunda-feira 15, quando os deputados eleitos foram diplomados na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O Cabo Daciolo participou do protesto da bancada do partido em repúdio à violência contra a mulher. A manifestação tinha como pano de fundo as declarações polêmicas de Jair Bolsonaro (PP-RJ). O deputado afirmou que não estupraria Maria do Rosário (PT-RS) porque “ela não merecia”. Mas, após o ato, o Cabo Daciolo foi “tietar” justamente Bolsonaro e seu filho, alvos da ação, e ainda tirou uma foto com os parlamentares.
    “Me chocou o vídeo do Daciolo. Achei que é uma pessoa que não está bem situada politicamente, afinal de contas ele está no Psol”, afirmou Jean Wyllys, que costuma fazer frente justamente a Bolsonaro na Câmara. “Eu já tinha visto um vídeo dele exageradamente religioso. Falando que vai estar a serviço de Jesus, quase beirando um fundamentalismo religioso. Esse vídeo já tinha me deixado um pouco constrangido”, explica o deputado.
    A aproximação de Cabo Daciolo com o partido se deu após o militar liderar a greve dos bombeiros no Rio de Janeiro, em 2011. Na ocasião, ele comandou a invasão do Quartel General da corporação e o acampamento nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Mas como o Psol não percebeu que, ainda que tenha despontado como liderança de um movimento grevista, o cabo pudesse ser conservador em outros assuntos? “Ele se filiou próximo do período eleitoral. Nas conversas preliminares que tivemos ele pareceu ter uma postura progressista. Foi muito aberto, afável, disposto a ouvir. Como nós apoiamos muito esse movimento [grevista], sempre tivemos diálogo [com ele]”, minimiza Chico Alencar.
    A reportagem tentou entrevistar o Cabo Daciolo para entender por que ele escolheu o PSOL e se não via problema em ter uma conduta destoante do partido. O militar chegou a atender uma das ligações, mas pediu que CartaCapital retornasse em outro horário. E não respondeu novamente. O militar parece não estar disposto, no entanto, a seguir as orientações do partido. Na noite desta quinta-feira 18, o bombeiro usou o Facebook para dizer que não tem obrigação de entoar ideais do próprio partido. Ele também disse que o pedido de cassação do mandato de Jair Bolsonaro, encampado pelo Psol e outros três partidos, é "eleitoreiro".
    "Me reservo o direito de não trazer para minha ação política o debate que hoje mobiliza setores do meu partido, o Psol e o deputado Jair Bolsonaro. Não fui chamado pelo Psol e por nenhum outro setor a debater e preparar campanha pela cassação do mandato do deputado Bolsonaro. Se isso tivesse ocorrido, mesmo achando as posições deste erradas, não concordaria. Acho a tática equivocada, inclusive eleitoreira", criticou.
    Cabo Daciolo
    Religioso, o militar organizava orações durante suas atividades de campanha
    Com a polêmica, o partido deve se reunir para cobrar explicações do deputado federal ou orientá-lo. “Vamos conversar com ele e lembrá-lo que na sua nova função pública ele expressa a visão do partido. Ele não se elegeu sozinho”, avisa Alencar.
    Agora, o risco é que o militar acabe se aproximando de setores que sempre foram opostos ao Psol no Congresso, como a Bancada da Bala ou a Bancada Evangélica. Caso isso aconteça a legenda indica que poderia reivindicar o mandato na Justiça. “Eu não gosto de fazer futurologia. É evidente que nenhum membro da bancada do Psol pode ser da Bancada da Bala, ou da Bancada do Agronegócio, ou da Bancada da Bola. A nossa identidade é exatamente não estar atrelada a nenhuma corporação dessas”, rebate o deputado Chico Alencar.
    Carta Capital

    Emenda Constitucional: parecer é favorável à isonomia entre membros das Forças Armadas e militares das Forças Auxiliares.

    20 de dezembro de 2014


    Emenda Constitucional: 

    Parecer apresentado em 19 de dezembro de 2014

    COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA
    PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 352, DE 2009
    Dá nova redação ao inciso IX do art. 142 da Constituição Federal.

    Autores: Deputado JAIR BOLSONARO e outros
    Relator: Deputado WILLIAM DIB

    I – RELATÓRIO
    A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), em apreço, cujo primeiro signatário é o Deputado Jair Bolsonaro, que objetiva dar nova redação ao inciso IX do art. 142, da Constituição Federal, inserido no Capítulo II – Das Forças Armadas -,do Título V- Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas.
    A Proposta visa estabelecer que os militares das Forças Armadas, excetuando-se cabos e soldados, tenham a garantia remuneratória nunca inferior aos recebidos por militares de postos e graduações correspondentes das Forças Auxiliares (Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares).
    Em sua Justificação, o primeiro signatário da proposição faz uma construção histórica, a qual remete a regimes constitucionais anteriores, buscando demonstrar que sempre existiu uma relação, mas não uma vinculação, entre a remuneração dos integrantes das Forças Armadas e das Forças Auxiliares.
    O estabelecimento do teto remuneratório a que se refere a PEC já consta do Decreto-Lei nº 667, de 2 julho de 1969 , que reorganizou as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. O autor defende a validade do Decreto-Lei, mas informa que essa norma não tem sido aplicada.
    Um dos casos da não aplicação do Decreto-Lei se dá no Distrito Federal, onde haveria, segundo o autor, uma significativa diferença na remuneração dos membros das Forças Auxiliares, mantidas pela União (CF; art. 21, XIV), e das Forças Armadas.
    É o relatório.

    II - VOTO DO RELATOR
    Consoante o disposto no art. 32, inciso IV, alínea ‘b’, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, compete à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania proceder ao exame de admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição n.º 352, de 2009.
    A admissibilidade tem como pressuposto a conformidade da proposição com as limitações circunstanciais e materiais impostas ao poder constituinte reformador, estabelecidas no art. 60 da Constituição Federal.
    Na dicção do referido dispositivo, a Carta da República poderá ser emendada mediante proposta de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal (inciso I), não podendo, porém, ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio (§ 1º).
    A matéria tratada na presente proposição também não pode ter sido objeto de nenhuma outra PEC rejeitada ou tida por prejudicada na mesma sessão legislativa (CF; art. 60, § 5.º).
    Quanto a esses aspectos não há óbices à admissibilidade da PEC nº 352, de 2009.
    Ainda segundo o § 4º do art. 60 do texto constitucional, não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa de Estado (inciso I); o voto direto, secreto, universal e periódico (inciso II); a separação dos Poderes (inciso III); e os direitos e garantias individuais (inciso IV).

    COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA
    PROPOSTA DE EMENDA MODIFICATIVA À PEC Nº 352, DE 2009
    Acrescenta o inciso XI, ao art. 142 da Constituição Federal.

    Emenda de Redação
    Art. 1º O art. 142 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido do seguinte inciso XI:
    “XI – aos militares organizados e mantidos pela União, excetuando-se os cabos e soldados no serviço militar obrigatório, são garantidos remunerações ou proventos de forma isonômica, para os mesmos postos e graduações, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza;" (NR)
    Sala da Comissão, em de de 2014.
    Deputado WILLIAM DIB
    Relator

    sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

    DEFESA APRESENTA PROJETOS ESTRATÉGICOS PARA 2015 .

    19 de Dezembro, 2014 - 18:20 ( Brasília )

    Defesa

    PROJETOS ESTRATÉGICOS PARA 2015

    Brigadeiro Pompeu Brasil falou sobre a política setorial de defesa - Foto: Tereza Sobreira / MD


    A Autoridade Certificadora de Defesa – AC Defesa – é uma das novidades da Política e Estratégia Setoriais de Defesa e o Plano de Gestão Estratégica do Ministério da Defesa para o ano de 2015. Esse e outros projetos foram apresentados na manhã desta quinta-feira (18) em cerimônia que reuniu o alto comando da instituição.
    A AC Defesa tem como finalidade emitir e fornecer certificados digitais para o Ministério da Defesa (MD), bem como para as três forças singulares: Marinha, Exército e Aeronáutica.
    De acordo com o chefe do Centro de Desenvolvimento de Sistemas do Exército Brasileiro e responsável pelo AC Defesa, general Bráulio de Paula Machado, este projeto tem grande relevância na atual conjuntura mundial, garantindo a segurança da informação do Estado brasileiro.
    Durante sua explanação, o general Bráulio explicou que a Autoridade Certificadora, vinculada à Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), é a identidade virtual que permite a identificação segura e inequívoca de autores de mensagens ou transações eletrônicas.
    Por estarem vinculados à ICP-Brasil, os certificados emitidos pela AC Defesa terão a mesma validade dos demais certificados emitidos por outras AC, governamentais e civis, igualmente credenciadas.
    “O projeto AC Defesa terá uso em assinatura eletrônica de documentos, ordenação de despesas, acesso a informes médicos, autenticação segura de servidores de dados e acesso a sistemas de segurança mais elevada”, disse o general Bráulio.

    AC Defesa nas Forças Armadas 

    Com investimentos de R$ 22 milhões e 48 militares em dedicação exclusiva, a Autoridade Certificadora conta com três instalações – cada qual sob responsabilidade de cada uma das forças -, salas-cofre e outros equipamentos de alta tecnologia. As estruturas estão localizadas na Ilha das Cobras (RJ), da Marinha do Brasil, no VI Comando Aéreo Regional, em Brasília, e no Centro Integrado de Telemática do Exército, também na capital federal. O custo anual do projeto está orçado em R$ 6 milhões.

    Estratégia Setorial

    O chefe da Assessoria de Planejamento do ministério, brigadeiro José Pompeu dos Magalhães Brasil Filho, falou sobre a política e a estratégia setorial de defesa. Conforme o brigadeiro Pompeu Brasil, o sistema de planejamento estratégico de Defesa é um método que organiza e alinha todos os documentos e planos, como a Política Nacional de Defesa e a Estratégia Nacional de Defesa.

    “Ainda encontram-se em fase de análise e aprovação a Política Setorial de Defesa e a Estratégia Setorial de Defesa. Até meados de março do próximo ano, esses dois documentos devem estar aprovados”, comentou o brigadeiro.

    Os planos estratégicos também englobam políticas públicas como o Projeto Rondon e o Forças no Esporte, além de iniciativas na área de saúde. Também foram apresentados projetos na área de recursos humanos, orçamento e finanças, mobilização e comunicação social.

    Documentário sobre 15 anos do Ministério da Defesa 

    Durante o evento, foi realizada a première do documentário “Defesa: 15 anos”, sobre a trajetória do Ministério desde sua fundação, em junho de 1999. A produção, coordenada pela Assessoria de Comunicação Social, tem 27 minutos de duração, com depoimentos dos ministros que ocuparam a pasta, autoridades civis e militares e de especialistas em Defesa.

    O documentário resgata a história do ministério em uma década e meia, apresentando registros das principais atuações da Defesa em prol do país e da sociedade brasileira. O filme contém imagens da participação dos militares em eventos como a Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo, missões de paz, exercícios e operações de fronteiras
    .

    PASSAGEM DE COMANDO DA FORÇA DE PACIFICAÇÃO DA MARÉ

    19 de Dezembro, 2014 - 11:30 ( Brasília )

    PASSAGEM DE COMANDO 


    Foto: CCOMSEx / EB


    O Comandante da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada (Florianópolis/SC), General de Brigada Richard Fernandez Nunes, assumiu o comando da Força de Pacificação no Complexo de Favelas da Maré.

    A solenidade de passagem de comando ocorreu no dia 15 de dezembro, no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (Rio de Janeiro). O General Richard substitui o Comandante da 11ª Brigada de Infantaria Leve (Campinas/SP), General de BrigadaRicardo Rodrigues Canhaci.
    A Força de Pacificação conta com a ajuda da população. Já foram mais de 1.800 denúncias recebidas e uma série de providências tomadas com base nos relatos.

    Desde 5 de abril, quanto teve início a Operação São Francisco, até o dia 15 de dezembro, mais de 580 pessoas foram presas e 263 apreensões de drogas foram realizadas no Complexo da Maré. Além disso, 52 armas de diversos calibres, 51 veículos e 70 motocicletas foram apreendidos no local.
    De acordo com o Ministério da Defesa, a operação foi prorrogada até o dia 31 de dezembro, com a missão de continuar cooperando com a pacificação do Rio de Janeiro.

    quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

    Dallari sugere a parlamentares condicionar verba para Forças Armadas ao reconhecimento de violações na ditadura.

    18 de dezembro de 2014

    Dallari sugere a parlamentares condicionar verba .

    Coordenador da Comissão da Verdade afirmou que congressistas aprovam Orçamento, mas que militares não são recíprocos
    Pedro Dallari, presidente da Comissão da Verdade (USP Imagens/Creative Commons)
    EVANDRO ÉBOLI
    BRASÍLIA - O coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, sugeriu, mesmo sem ser explícito, que deputados e senadores pensem duas vezes antes de aprovar verbas orçamentárias para as Forças Armadas. Para ele, o Congresso Nacional aprova "substanciosas" verbas para projetos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, mas não há, por parte das forças, qualquer reciprocidade. A reciprocidade cobrada por Dallari é que os militares reconheçam as violações ocorridas durante a ditadura.
    - Acho que o Parlamento tem importante papel porque vota o Orçamento desse país e as Forças Armadas têm recebido enorme apoio. Os maiores investimentos ou gastos públicos individuais são com as Forças Armadas. O maior investimento é o submarino de propulsão nuclear, da Marinha. O Parlamento aprovou orçamento substancioso para compra da frota de jatos da FAB, os aviões Grippen. Há investimento também substancioso de recursos para a Embraer desenvolver o cargueiro que irá substituir o avião Hércules. O Congresso vota o Orçamento, mas não há reciprocidade no entanto. O gesto de apoio não está sendo retribuído com o reconhecimento do que houve no passado. Não há contribuição no sentido da reconciliação, que só virá com esse reconhecimento - disse Dallari, que participou de audiência pública sobre o relatório da CNV no Senado, nesta quinta-feira.
    Para o coordenador da comissão os senadores e deputados têm uma responsabilidade nisso.
    - Há todo momento vemos comandantes militares e o ministro discutindo projetos para as Forças Armadas. É importante colocar na pauta do Senado e da Câmara esse diálogo do porquê as Forças Armadas não reconhecem que houve esse quadro (de violações).
    Dallari disse que não está fomentando uma crise institucional.
    - Não tenho essa vocação de atear fogo no circo. Sou de família mineira. Mas é importante que aja esse gesto (dos militares).
    Ele disse ainda que esse silêncio das Forças Armadas sobre as conclusões da Comissão da Verdade vai ganhar uma "eloquência enorme" e foi além.
    - Vai significar que não há por parte das Forças Armadas a convicção que não tenha sido correto fazer o que fizeram.E que pode vir a ser uma alternativa para o futuro na medida que Forças Armadas não entendem que isso não deveria ter acontecido e que não vai mais acontecer. Só assim (com o reconhecimento das violações) vai significar a superação desse período - disse Dallari.
    O GLOBO

    Votação do Orçamento .


    18 Dez 2014

    O governo mal aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015 e já quer acelerar a votação do Orçamento antes do recesso parlamentar. O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), está costurando acordo com a oposição para aprovar a matéria ainda este ano. O presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), informou que as conversas estão avançadas para que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) seja votado diretamente no plenário do Congresso até a próxima segunda-feira, 22, último dia de funcionamento do Legislativo.
    “Estamos próximos de um acordo para votar o Orçamento por aclamação ainda este ano”, disse Ribeiro, citando como exemplo a LDO de 2015, aprovada ontem no Congresso, de forma simbólica, com quórum no painel de 357 deputados e 53 senadores. O texto do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) prevê superavit primário, a economia para pagar juros da dívida pública, de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 66,3 bilhões.
    A oposição tem sinalizado interesse em aprovar o Ploa este ano, evitando assim que o governo inicie o ano sem qualquer previsibilidade orçamentária. “Se tiver acordo, o Congresso vota. Se não tiver, não vota”, resumiu o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE). A expectativa é que a reunião entre os líderes da CMO para alinhavar o acerto em torno do Orçamento ocorra ainda hoje, após a audiência pública da comissão.
    Na avaliação do especialista em contas públicas Raul Velloso, é positivo para imagem da presidente Dilma Rousseff aprovar o Orçamento de 2015 neste ano. A seu ver, essa deveria ser a rotina para o governo que quer mostrar capacidade de gestão. “É bom para o governo ter Orçamento aprovado este ano. Agora, isso vai depender da sua capacidade política de bancar essa estratégia”, afirmou ele, lembrando que a falta de consenso está mais na base aliada do que na oposição.

    Emendas

    A aprovação da LDO é o primeiro passo para a votação da proposta do Orçamento, cujo texto estava aberto para receber emendas até as 12h de ontem. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator do Ploa, recebeu 9.341 propostas de destinação de recurso dos parlamentares. Desse total, 7.684 emendas foram de deputados, 1.067 de senadores, 126 de comissões e 469 de bancadas. Ele indicou que consegue ser tão ágil como foi na votação de ontem da LDO ao dar parecer favorável ou contra todas essas propostas.
    A apreciação da LDO no Congresso estava marcada para ocorrer às 19h de terça-feira, mas foi adiada para ontem porque a sessão plenária da Câmara, que estava com a pauta cheia e se estendeu até a madrugada de quarta-feira. Jucá presidiu a sessão de ontem do Congresso e conseguiu destrancar a pauta porque havia dois vetos presidenciais previstos para o dia. Depois, a LDO foi aprovada e o texto foi para a sanção presidencial. (RH)

     
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