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    sexta-feira, 13 de outubro de 2017

    Dilma, Palocci e General tem bens bloqueado s pela compra de Pasadena

    13 de outubro de 2017

    Na carona de Dilma e Palocci: general tem bens bloqueado

    s pela compra de Pasadena

    A conta chegou
    TCU bloqueia os bens de Dilma, Palocci e de toda diretoria da Petrobras pela 
    escandalosa compra de Pasadena e mostra que o custo das barbeiragens 
    administrativas cometidas por agentes públicos pode até tardar, mas um dia chega
    Crédito: TOMAS MUNITA
    AGORA SIM Enfim, Dilma foi responsabilizada pela negociação lesiva à maior
     estatal do País (Crédito: TOMAS MUNITA)

















    Desde quando foi descoberto o escândalo da compra da refinaria de Pasadena, 
    que lesou a Petrobras em US$ 580 milhões, o comportamento de negação da 
    realidade permeou as reações da ex-presidente Dilma Rousseff. Sabidamente detalhista
     e centralizadora, a petista comandava o Conselho de Administração quando a 
    negociação foi concluída. Ao tentar se eximir da responsabilidade, chegou a alegar 
    que ignorava o expediente habitualmente utilizado em contratos dessa natureza, como
     a inclusão de cláusulas ‘put-option’, absolutamente convencional. O TCU não caiu 
    na lorota. Na última semana, a conta chegou para a petista. A corte decidiu bloquear
     seus bens e de toda diretoria colegiada da petroleira que, em 2006, aprovou a 
    aquisição da refinaria americana. Segundo o tribunal, a compra de Pasadena 
    acarretou em prejuízo milionário à estatal, “em razão de os gestores terem adotado 
    critérios antieconômicos para definir o preço da refinaria”. O bloqueio também atinge
     os ex-membros do conselho Antonio Palocci, José Sergio Gabrielli, Claudio Luis da Silva 
    Haddad, Fabio Colletti Barbosa e Gleuber Vieira.



    “O prejuízo não foi conseqüência
     de um risco negocial, mas sim de negligência”
    Vital do Rêgo, ministro-relator

    SEM O DEVIDO CUIDADO
    A aquisição de 50% da refinaria, por US$ 360 milhões, foi aprovada pelo conselho da 
    estatal em fevereiro de 2006. O valor foi muito superior que os US$ 42,5 milhões
     pagos um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira. Depois, em 2012, a 
    Petrobras foi obrigada a comprar 100% da unidade, antes compartilhada com a 
    empresa belga. Por fim, o negócio custou à Petrobras US$ 1,2 bilhão.
    Segundo o relator do processo analisado pelo TCU, ministro Vital do Rêgo, o prejuízo 
    não foi conseqüência de um risco negocial, mas sim de negligência. De acordo com 
    Vital, “os responsáveis não se valeram do devido cuidado para garantir decisões refletidas
     e informadas”.
    Foi o relator quem propôs o bloqueio de bens dos ex-conselheiros, ao afirmar em seu
     voto que eles também são responsáveis pelo prejuízo total causado pela compra da 
    refinaria. Apesar de o conselho ter aprovado apenas a compra dos primeiros 50% da 
    refinaria em 2006, os erros de avaliação e o preço pago na época serviram de base 
    para a compra dos outros 50% da refinaria anos depois, concluiu o ministro.
    Em sua primeira reação, em março de 2014, sobre a compra da refinaria de Pasadena,
     no Texas, Dilma disse que só apoiou a medida porque recebeu informações incompletas
     de um parecer “técnica e juridicamente falho”. Palavras ao vento. Hoje se sabe que ela
     cometeu um erro grosseiro. Não impunemente. A conta tardou, mas chegou.
    ISTO É/montedo.com


    Resultado de imagem para general gleuber vieira













    Nota do editor:
    Gleuber Vieira foi o último general a ocupar o cargo de Ministro do Exército. 
    Sucedeu, como interino, o general Zenildo de Lucena. Criado o Ministério da
     Defesa, em 1999, assumiu como primeiro Comandante do Exército. 
    Fazia parte do Conselho de Administração da Petrobás em 2006, quando, sob
     a presidência de Dilma, foi aprovada a compra de Pasadena.

    domingo, 8 de outubro de 2017

    Governo corta sete generais do Exército para economizar R$ 2,3 milhões .

    7 de outubro de 2017

    Menos  sete generais do Exército para economizar

     R$ 2,3 milhões

    Publicação original: 6/10 (22:35)
    Número de oficiais-generais vai passar de 154 para 147. Formação de oficiais
     também será afetada e efetivo total cairá 10% em curto prazo
    Cerimônia de entrega da Espada de general aos novos generais de Brigada, no gabinete do comandante do Exército, em 2015


















    Por Ian Ferraz
    O Governo Federal decidiu reduzir o número de oficiais-generais do Exército Brasileiro em 2018. 
    A diminuição de 154 para 147 profissionais, sete a menos do que em 2017, vai gerar uma 
    economia de R$ 2,3 milhões por ano aos cofres do governo. A informação foi obtida com 
    exclusividade pelo Metrópoles. A contenção diz respeito apenas às despesas com salários.
    Segundo o Exército, haverá redução também no quantitativo de ingresso nas escolas 
    de formação, caindo de 500 para 440 alunos na preparação de oficiais e de 1.400 para 
    1.100 na de sargentos. Em curto prazo, a queda total do efetivo do exército será de 10%.
    A reportagem apurou que cortes semelhantes na Marinha e na Aeronáutica estão sendo
     estudados. O efetivo dos generais é distribuído por determinação. O Decreto nº 9.001, 
    de 8 de março de 2017, previu a quantia de 154. O novo documento reduzirá para 147.

    Navalha
    Em meio à discussão da mudança da meta fiscal e de corte de gastos, as Forças
     Armadas pressionam pela recomposição no Orçamento, que, nos últimos cinco anos, 
    sofreu redução de 44,5%. Desde 2012, os chamados recursos “discricionários” caíram 
    de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões. Os valores não incluem gastos obrigatórios com 
    alimentação, salários e saúde dos militares.
    Segundo o comando das forças, neste ano, contingenciou-se 40%, e o recurso
     basta para cobrir gastos até setembro. Se não houver liberação de mais verba, 
    o plano é reduzir expediente e antecipar a baixa dos recrutas. Atualmente, há 
    substituição do quadro de efetivos por temporários para abrandar o custo previdenciário.
     Integrantes do Alto Comando do Exército, Marinha e Aeronáutica avaliam que há risco 
    de “colapso”.
    FONTE: Metrópoles

    quarta-feira, 27 de setembro de 2017

    Comandante do Exército reúne generais e fala em 'coesão'

    27 de setembro de 2017


    Comandante do Exército reúne generais







    O general Villas Bôas às vésperas da Olimpíada Rio-16



    RUBENS VALENTE
    DE BRASÍLIA
    O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, anunciou nesta terça-feira (26)
     em rede social que se reuniu no Rio de Janeiro com generais "da ativa e da 
    reserva" com o objetivo de "orientar, pessoalmente, os integrantes do Exército".
     À mensagem, o comandante adicionou a hashtag "coesão".
    Segundo texto divulgado pelo CML (Comando Militar do Leste), participaram do 
    encontro três ex-comandantes do Exército e o ex-chefe do GSI (Gabinete de Segurança
    Institucional) nos dois mandatos do governo Lula (2003-2010), Jorge Félix.
    Villas Bôas também divulgou uma foto do encontro. A reunião não está entre as notícias
     divulgadas à imprensa pelo Comando do Exército em seu site, e a agenda do 
    comandante desta terça-feira também não foi divulgada publicamente no endereço. 
    A última agenda disponível é a do dia 21 de setembro.
    A Folha solicitou ao Exército às 18h24 acesso ao discurso proferido pelo comandante
     e a todos os registros de áudio, vídeo e escritos da reunião, mas não houve resposta 
    até a publicação deste texto. A reportagem também pediu o número de participantes, 
    o local e a duração do encontro. No canto esquerdo da fotografia postada por 
    Villas Bôas é possível ver a inscrição "Comando Militar do Leste", sediado no Rio.
    Villas Bôas é ativo na rede social, com 25,9 mil seguidores.
    No site do CML na internet, o Exército postou um texto curto, narrando que houve uma
     "recepção" ao comandante Villas Bôas às 10h30 desta terça-feira. Segundo a publicação, 
    participaram do encontro o chefe do Estado-Maior do Exército, general Fernando Azevedo
     e Silva, o chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, general Mauro 
    Cesar Lourena Cid, e o comandante do CML, general Walter Souza Braga Netto, 
    "acompanhados por demais oficiais generais da ativa".
    Conforme o CML, além de Jorge Félix participaram do encontro três ex-comandantes
     do Exército, hoje na reserva, Carlos Tinoco Ribeiro Gomes, Gleuber Vieira e 
    Enzo Martins Peri, e o ex-ministro dos Transportes Rubens Bayma Denys, entre outros
     oficiais da reserva.
    A reunião ocorre em meio à polêmica gerada por declarações do general Antonio
     Hamilton Mourão sobre "impor uma solução" e "intervenção" militar na crise política 
    no país, dadas em uma reunião em loja maçônica do Distrito Federal no último dia 15 
    de setembro. O oficial está na ativa e ocupa alto cargo na administração do Exército, 
    na condição de secretário de economia e finanças do Comando do Exército.
    Dias depois, o comandante Villas Bôas disse em entrevista ao programa de entrevistas
     de Pedro Bial, na TV Globo, que Mourão não seria punido pelas declarações. 
    No mês de março, conforme a Folha revelou, Villas Bôas também proferiu palestra à 
    mesma loja maçônica.
    Sobre a controvérsia, o centro de comunicação social do Exército divulgou no último dia 
    21 a seguinte nota:
    "1. O Exército Brasileiro é uma instituição comprometida com a consolidação 
    da democracia em nosso país. 2. O comandante do Exército é a autoridade
    responsável por expressar o posicionamento institucional da Força e tem
    se manifestado publicamente sobre os temas que considera relevantes.
    3. Em reunião ocorrida no dia de ontem [20 de setembro], o comandante
    do Exército apresentou ao Sr. Ministro da Defesa, Raul Jungmann, as
    circunstâncias do fato e as providências adotadas em relação ao episódio
    envolvendo o general Mourão, para assegurar a coesão, a hierarquia e a disciplina.
    4. O Comandante do Exército reafirma o compromisso da Instituição de servir à
     Nação Brasileira, com os olhos voltados para o futuro".

    segunda-feira, 18 de setembro de 2017

    Ministro convoca o comandante do Exército para avaliar punição a general

    Ministro convoca o comandante do Exército 

    Jorge Araújo/Folhapress
    Ministro da Defesa, Raul Jungmann, acompanha embarque de militares brasileiros para missão de paz no Haiti, no aeroporto de Viracopos (SP)
    O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que discutiu o episódio do general Mourão nesta segunda (18)
    O ministro da Defesa, Raul Jungmann, pediu explicações ao comandante do Exército sobre a fala de um general da ativa sugerindo que pode haver intervenção militar caso o Judiciário não consiga resolver "o problema político" —uma referência à miríade de casos de corrupção em apuração no país.
    Em nota, o ministro fala que foram discutidas "medidas cabíveis a serem tomadas" em relação ao general Antonio Hamilton Mourão, secretário de Finanças do Exército. A nota não diz se algo será feito, mas a rigor ele pode ser punido porque a legislação veda a oficiais manifestações sobre o quadro político-partidário sem autorização expressa do Comando do Exército.
    O comandante da Força, general Eduardo Villas Bôas, não fez comentários. Cabe a ele, legalmente, decidir o que fazer com Mourão.
    "Reitera o ministro da Defesa que as Forças Armadas estão plenamente subordinadas aos princípios constitucionais e democráticos. Há um clima de absoluta tranquilidade e observância aos princípios de disciplina e hierarquia", diz a nota.
    Em palestra numa loja maçônica de Brasília na sexta (15), Mourão respondeu a uma pergunta sobre a eventualidade de uma intervenção militar constitucional. Disse que os militares poderão ter de "impor isso" e que essa "imposição não será fácil".
    O governo passou a segunda-feira avaliando como responderia ao caso. O Planalto considerou a frase de Mourão desastrosa, mas havia a preocupação de não ampliar a repercussão do episódio. Por outro lado, até pela viralização do episódio na internet, a Defesa julgou melhor enquadrar o general.
    Na avaliação do governo, o episódio foi isolado e o general, reincidente nas polêmicas. Em 2015, ele perdeu o cargo de comandante da região Sul após ter feito duras críticas à classe política e exaltado a "luta patriótica". Além disso, um quartel sob sua jurisdição prestou uma homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-Codi, centro de detenção e tortura do regime militar (1964-85). Ustra havia morrido naquele ano.
    Mourão foi transferido para um cargo compatível com sua patente, a mais alta, de general de Exército, assumindo a secretaria de Finanças da Força. A função, contudo, é considerada burocrática.
    O general é um dos mais respeitados comandantes do Exército, o que relativiza a avaliação do governo sobre o episódio. Segundo disse, em reserva, um oficial superior à Folha, suas posições costumam reverberar nos meios militares, mesmo que não haja concordância plena com elas.
    A reportagem não conseguiu falar com o militar. No domingo (17), ele disse ao jornal "O Estado de S. Paulo" que não pretendia insuflar ninguém ou defender a intervenção, e que apenas respondeu a uma pergunta. 

    FSP - Pede pela 2ª vez a cabeça do Gen Ex Mourão .

    17 de Setembro, 2017 - 23:00 ( Brasília )

    FSP - Pede pela 2ª vez a cabeça do Gen Ex Mourão

    General fala em intervenção se Justiça não agir contra corrupção

    General fala em intervenção se Justiça não agir contra corrupção
    Nota DefesaNet

    Assim como fez, em 2015, o jornal Folha de São Paulo assume posição de pedir o posto do Gen Ex Hamilton Mourão.

    O Editor
    .
     

    General fala em intervenção se Justiça
    não agir contra corrupção


    Rubens Valente
    DE BRASÍLIA


    17/09/2017  Atualizado às 20h56

    Um general da ativa no Exército, Antonio Hamilton Mourão, secretário de economia e finanças da Força, afirmou, em palestra promovida pela maçonaria em Brasília na última sexta-feira (15), que seus "companheiros do Alto Comando do Exército" entendem que uma "intervenção militar" poderá ser adotada se o Judiciário "não solucionar o problema político", em referência à corrupção de políticos.

    Mourão disse que poderá chegar um momento em que os militares terão que "impor isso" [ação militar] e que essa "imposição não será fácil".

    Segundo ele, seus "companheiros" do Alto Comando do Exército avaliam que ainda não é o momento para a ação, mas ela poderá ocorrer após "aproximações sucessivas".

    "Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso."

    O general afirmou ainda: "Então, se tiver que haver, haverá [ação militar]. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas". Segundo o general, o Exército teria "planejamentos muito bem feitos" sobre o assunto, mas não os detalhou.

    Natural de Porto Alegre (RS) e no Exército desde 1972, o general é o mesmo que, em outubro de 2015, foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e transferido para Brasília, em tese para um cargo burocrático sem comando sobre tropas armadas, após fazer críticas ao governo de Dilma Rousseff. Um oficial sob seu comando também fez na época uma homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, acusado de inúmeros crimes de tortura e assassinatos na ditadura militar.

    A palestra de sexta-feira (15) foi promovida por uma loja maçônica de Brasília e acompanhada por integrantes do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, entre outros.

    Segundo o vídeo de duas horas e 20 minutos que registra o evento, postado na internet, Mourão foi apresentado no evento como "irmão", isto é, membro da maçonaria do Rio Grande do Sul.

    Ele se definiu como "eterno integrante da [comunidade de] inteligência", tendo sido graduado como oficial de inteligência na ESNI (Escola do Serviço Nacional de Informações). Criado após o golpe militar de 64 e extinto em 1990, o SNI era o braço de inteligência do aparato de repressão militar para ajudar a localizar e prender opositores do governo militar, incluindo sindicalistas, estudantes e militantes da esquerda armada.

    Um dos organizadores do evento, o "irmão" Manoel Penha, brincou, no início da palestra, que havia outros militares à paisana na plateia, com "seu terninho preto, sua camisa social". Ele afirmou em tom de ironia: "A intervenção que foi pedida, se feita, será feita com muito amor".

    Veja trecho da palestra do general Mourão:

    Na sua exposição, de quase uma hora, o general criticou a Constituição de 1988, que segundo ele garante muitos direitos para os cidadãos e poucos deveres, atacou a classe política.

    "Sociedade carente de coesão cívica. A sociedade brasileira está anímica. Ela mal e porcamente se robustece para torcer pela Seleção brasileira ou então sai brigando entre si em qualquer jogo de time de futebol. Crescimento insuficiente e o Estado é partidarizado. O partido assume, ele loteia tudo. Tal ministério é do sicrano, tal do fulano, e aquilo é porteira aberta. Coloca quem ele quer lá dentro e vamos dar um jeito de fabricar dinheiro."

    O general respondeu a uma pergunta lida pelos organizadores do evento, segundo a qual "a Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas". Contudo, "intervenção militar" não é prevista em nenhum trecho da Constituição. O artigo 142 da Carta, que costuma ser citado por militantes na internet, fala apenas que as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria e "à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes [Poderes], da lei e da ordem".

    O texto, portanto, condiciona uma eventual ação militar a uma iniciativa anterior dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A pergunta também sugeriu um "fechamento do Congresso".

    Na sua resposta, contudo, Mourão não rebateu a afirmação contida na pergunta de que uma "intervenção" seria constitucional e nada falou sobre fechamento do Legislativo. Pelo contrário, elogiou-a como "excelente pergunta".

    Em nota neste domingo (17), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, organização não governamental, disse que vê com "preocupação e estranheza" a sugestão do general de que o Exército poderá "intervir militarmente, caso a situação política não melhore".

    "Esta declaração é muito grave e ganha conotação oficial na medida em que o General estava fardado e, por isso, representando formalmente o Comando da força terrestre. Ela é ainda mais grave por ter sido emitida pelo Secretário de Economia e Finanças, responsável pelo gerenciamento de recursos da Força e, portanto, soar como chantagem aos Poderes constituídos em um momento de restrição orçamentária."

    "O Exército Brasileiro tem pautado sua atuação no cumprimento da lei, buscando ser fator de estabilidade política e institucional. Não é possível, neste delicado quadro, vermos a confiança da população nas Forças Armadas ser abalada por posturas radicais, ainda mais diante da aguda crise de violência que atinge o país", diz a nota.

    A Folha procurou na tarde deste domingo (17) o Comando do Exército e o Ministério da Defesa para ouvi-los sobre as declarações do general. Em nota, o Centro de Comunicação Social do Exército informou "que o Exército Brasileiro, por intermédio do seu comandante, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas tem constantemente reafirmado seu compromisso de pautar suas ações com base na legalidade, estabilidade e legitimidade".

    A Folha pediu contato com o general Mourão, para que comentasse suas declarações, mas o centro de comunicação social do Exército informou que as respostas serão dadas por meio do órgão. Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", Mourão disse que "não está insuflando nada" e que "não defendeu [intervenção], apenas respondeu a uma pergunta".

    Porém, logo em seguida o general reiterou que "se ninguém se acertar, terá de haver algum tipo de intervenção, para colocar ordem na casa".

    Disse ainda que "não é uma tomada de poder. Não existe nada disso. É simplesmente alguém que coloque as coisas em ordem, e diga: atenção, minha gente vamos nos acertar aqui e deixar as coisas de forma que o país consiga andar e não como estamos. Foi isso que disse, mas as pessoas interpretam as coisas cada uma de sua forma.

    Os grupos que pedem intervenção é que estão fazendo essa onda em torno desse assunto".

    O Ministério da Defesa não havia se manifestado até a conclusão deste texto.

    *

    A seguir, a íntegra do trecho em que o general falou sobre a "intervenção".

    Pergunta: [apresentador lê um papel com a pergunta] "A Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas. Os poderes Executivos [sic] e os Legislativos estão podres, cheio de corruptos, não seria o momento dessa interrupção, [corrigindo] dessa intervenção, quando o presidente da República está sendo denunciado pela segunda vez e só escapou da primeira denúncia por ter 'comprado', entre aspas, membros da Câmara Federal? Observação: fechamento do Congresso, com convocações gerais em 90 dias, sem a participação dos parlamentares envolvidos em qualquer investigação. Gente nova."

    Mourão: Excelente pergunta. Primeira coisa, o nosso comandante, desde o começo da crise, ele definiu um tripé pra atuação do Exército. Então eu estou falando aqui da forma como o Exército pensa.

    Ele se baseou:
    - número um, na legalidade;
    - número dois, na legitimidade que é dada pela característica da instituição e pelo reconhecimento que a
    instituição tem perante a sociedade, e,
    - número três, não ser o Exército um fator de instabilidade, ele manter a estabilidade do país.

     
    É óbvio, né, que quando nós olhamos com temor e com tristeza os fatos que estão nos cercando, a gente diz: 'Pô, por que que não vamos derrubar esse troço todo?'

    Na minha visão, aí a minha visão que coincide com os meus companheiros do Alto Comando do Exército, nós estamos numa situação daquilo que poderíamos lembrar lá da tábua de logaritmos, 'aproximações sucessivas'.

    Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso. Agora, qual é o momento para isso? Não existe fórmula de bolo. Nós temos uma terminologia militar que se chama 'o Cabral'. Uma vez que Cabral descobriu o Brasil, quem segue o Cabral descobrirá alguma coisa. Então não tem Cabral, não existe Cabral de revolução, não existe Cabral de intervenção.

    Nós temos planejamentos, muito bem feitos. Então no presente momento, o que que nós vislumbramos, os Poderes terão que buscar a solução. Se não conseguirem, né, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição ela não será fácil, ele trará problemas, podem ter certeza disso aí. E a minha geração, e isso é uma coisa que os senhores e as senhoras têm que ter consciência, ela é marcada pelos sucessivos ataques que a nossa instituição recebeu, de forma covarde, de forma não coerente com os fatos que ocorreram no período de 64 a 85. E isso marcou a geração. A geração é marcada por isso. E existem companheiros que até hoje dizem assim, 'poxa, nós buscamos a fazer o melhor e levamos pedradas de todas as formas'.

    Mas por outro lado, quando a gente olha o juramento que nós fizemos, o nosso compromisso é com a nação, é com a pátria, independente de sermos aplaudidos ou não. O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos de qualquer maneira atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver, haverá. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas.

    Essa é a realidade.


    General Mourão sobre intervenção militar


    17 de setembro de 2017

    General Mourão sobre intervenção militar: 

    'se os Poderes não conseguirem, nós teremos que

     impor uma solução'

    Brasília (DF) - Palestra do General Mourão para maçons nesta sexta-feira (15) no Grande
     Oriente do Brasil.

    Ministro da Defesa afirma que Forças Armadas estão à disposição do Rio de Janeiro

    Forças Armadas estão à disposição
    do Rio de Janeiro
    'Nós atuamos por solicitação das forças de segurança do Rio de Janeiro.
    Tudo que elas pediram, nós realizamos, e o que venham a pedir, nós vamos fazer',
    disse Raul Jungmann no Recife, nesta segunda (18).


    18/09/2017 18h47  Atualizado há 39 minutos
    Ministro da Defesa, Raul Jungmann (Foto: Reprodução/TV Globo)

    Ministro da Defesa, Raul Jungmann (Foto: Reprodução/TV Globo)
    O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse no Recife, nesta segunda-feira (18), que
    o governo federal vai atuar com ações no Rio de Janeiro "sempre que nós formos
    demandados". "Não deixamos de cumprir uma única ação e não deixaremos de cumprir nenhuma ação por falta de verba. Essa é a determinação do presidente da República e
     o dinheiro está disponível para que as ações sejam realizadas sempre que nós formos demandados. Quando não formos demandados, evidentemente que nós não vamos
    tomar uma liderança que pertence à Secretaria de Segurança e às polícias estaduais".
    Questionado se está faltando demanda, o ministro respondeu: "Aí quem diz é a
    inteligência. Nós estamos prontos. Nós temos aproximadamente 30 mil homens
     no Rio de Janeiro, que é mais do que suficiente para cobrir quaquer tipo de
    ação necessária. Estão à disposição a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, para
    apoiar e ajudar à ação pró-segurança e, sobretudo, pró-vida do povo carioca".
    Força-tarefa
    Raul Jungmann disse ainda que, com a volta das condições de pagar a folha
    de pessoal, o governo do Rio de Janeiro deveria fazer um programa de
    reestruturação e fortalecimento das polícias. "Eu vou à nova procuradora-geral
     da República propor exatamente uma força-tarefa, integrada pelo Judiciário
    Federal, pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, com delegados,
    juízes e procuradores dedicados ao Rio de Janeiro, para enfrentar o estado paralelo,
     que é o estado que foi capturado pelo crime organizado". O ministro complementou
     dizendo que a força-tarefa pode durar 'anos'.
    Ação conjunta
    O último trabalho entre Secretaria de Segurança do Rio e Forças Armadas no estado
     se deu em 21 de agosto. Até agora, foram três ações com as Forças Armadas.
     Em nenhuma delas foram capturados chefes do tráfico ou apreendidos fuzis.

    Ao Fantástico, fontes em Brasília afirmam que o governo federal só quer voltar a usar as tropas depois que a Secretaria de Segurança Pública do Rio apresentar um plano estratégico para coordenar a atuação das polícias civil e militar.

    sexta-feira, 8 de setembro de 2017

    Militares brasileiros decidem ficar no Haiti para ajudar afetados pelo Irma .


    Em mensagens emocionadas a amigos e familiares, militares afirmam que arriscarão a vida para ajudar povo haitiano, 'mais uma vez'


     postado em 07/09/2017 20:21 / atualizado em 07/09/2017 21:20
    HECTOR RETAMAL/AFP
     
    A mensagem de um militar do Exército Brasileiro, enviada pouco antes de seguir para uma área do Haiti que estava na rota do furacão Irma, emocionou familiares e amigos. O autor, o coronel da Infantaria Aérea Moreira Lima, integra as tropas nacionais que estão no país caribenho. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) terminou no último dia 1º, mas os próprios militares pediram autorização à Organização das Nações Unidas (ONU) para seguir atuando na região, justamente para ajudar os atingidos pela tempestade.
     
    "A tropa brasileira se deslocou para o Norte do país, onde o furacão passará. Podem me perguntar: 'Mas por que foram para o olho do furacão?'. A resposta é simples: somos militares e se é lá que o bicho vai pegar, é lá que temos que estar", afirma o coronel na mensagem, enviada por WhatsApp. "E, desta forma, os militares brasileiros lá se encontram, alojados em contêineres, arriscando suas vidas, com o objetivo de socorrer o povo haitiano, mais uma vez", completa.

    Depois de explicar aos amigos e familiares sobre o encerramento da missão, Moreira Lima afirma: "Mesmo assim, o general de divisão Ajax [Porto Pinheiro, comand da ante da Minustah] tomou a decisão de solicitar às Nações Unidas autorização para que os militares permanecessem no Haiti e se deslocassem para a região norte do país, que será afetada pelo Irma, para prestar ajuda humanitária imediata àquela população sofrida".

    A extensão das operações das tropas brasileiras foi autorizada também pela Ministério das Relações Exteriores. Em nota, o Itamaraty afirma que as tropas foram deslocadas preventivamente para a região que deve ser atingida pelo furacão, "de forma a minimizar seu impacto por meio da orientação à população e prestação de ajuda humanitária imediata". Ainda na nota, a pasta diz que o governo acompanha com atenção as notícias sobre a passagem da tempestade pelo país caribenho e "reafirma sua solidariedade ao povo e ao governo do Haiti".
     
    HECTOR RETAMAL / AFP
     


    "Receio do desconhecido"

    Em outra mensagem à qual o Correio teve acesso, outro militar, não identificado, diz que as tropas brasileiras devem partir para as áreas atingidas pelo furacão na manhã desta sexta-feira (8/9). A equipe seria composta 1.195 soldados, divididos em um batalhão de infantaria, duas companhias de engenharia (sendo uma brasileira e outra paraguaia) e três helicópteros.

    "A tropa está bem motivada, mas eu noto uma certa preocupação, medo, nos soldados. No entanto, eles reagem bem. É natural. A força que se aproxima é descomunal. Temos receio do desconhecido. Mas, nessa hora, Ele tem que dar uma forcinha. Que Deus ajude o Haiti", conclui a mensagem.
     
    HECTOR RETAMAL / AFP
     


    Irma

    O furacão de categoria cinco — a maior possível — chegou ao Haiti por volta das 19h desta quinta-feira (7/9). Perto de Cabo Haitiano, duas pessoas ficaram feridas com a queda de uma árvore sobre sua casa. Já na comunidade de Ouanaminthe, na fronteira com a República Dominicana, as águas subiram cerca de 30 centímetros. As últimas previsões dão conta de que ele deve passar um pouco mais ao norte do Haiti do que o inicialmente estimado, o que poderia diminuir seu impacto sobre o país caribenho.

    Na quarta-feira (6/9), a tempestade atingiu Antígua e Barbuda. Depois, passou por São Martin e Ilhas Virgens, e seguiu seu trajeto em direção a Porto Rico, República Dominicana e Haiti. O trajeto exato do centro do furacão é incerto, mas a expectativa é que sua passagem pelo Caribe tenha impactos também em Cuba, embora com menos intensidade.

    Segundo o Centro Nacional de Furacões do governo dos Estados Unidos, o Irma está entre os cinco mais poderosos furacões do Atlântico dos últimos 80 anos, e é o mais forte do oceano a sair do mar do Caribe e do Golfo do México e atingir a costa. O fenômeno já atinge 295 quilômetros por hora durante os picos.

    No final de semana, o furacão deve passar pela região que abrange Flórida, Porto Rico e Ilhas Virgens. O Irma pode ser pior do que o furacão Andrew, que devastou a Flórida em 1992. Ele é o segundo furacão de grande intensidade a atingir o sul dos Estados Unidos nesta temporada, depois do Harvey, que provocou destruição no Texas e deixou mais de 60 mortos e prejuízos de US$ 180 bilhões.

     
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