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    sábado, 24 de setembro de 2016

    Em Cruz Alta, primeiro Curso de Adjunto de Comando forma 38 militares .

    23 de Setembro, 2016 - 11:30 ( Brasília )

    Terrestre

    Em Cruz Alta, primeiro Curso de Adjunto de Comando .

    Foto: EASA / EB




    Após seis semanas de instrução à distância e três de instruções presencias, ocorreu, na manhã de 14 de setembro, nas dependências da Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas (EASA), a cerimônia de conclusão do 1º Curso de Adjunto de Comando. Na oportunidade os 38 (trinta e oito) concludentes do Curso receberam, de seus padrinhos e madrinhas, o “Alamar do Adjunto de Comando”.
    A Formatura foi presidida pelo Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, General de Exército João Camilo Pires de Campos, e contou com a presença do Diretor de Educação Técnica Militar, General de Brigada Marcos André da Silva Alvim; do Comandante da Artilharia Divisionária da 3ª Divisão de Exército, General de Brigada Francisco Carlos Machado Silva; além de convidados.
    Vale destacar que, durante o Curso, criado pela Portaria 070-EME, de 16 de março de 2016, os alunos receberam instruções sobre liderança, assessoramento, coaching, psicologia e linguagem corporal. Participaram, também, com a presença de Adjuntos de Comando atualmente na função, de um Pedido de Cooperação de Instrução na 3ª Divisão de Exército, 6ª Brigada de Infantaria Blindada, em Santa Maria (RS).
    Os concludentes estão habilitados a desempenhar as funções do Adjunto de Comando, integrante do Estado-Maior Especial da organização militar (OM), recentemente inseridas no Regulamento Interno e dos Serviços Gerais (RISG). Dentre essas função, destacam-se o assessoramento ao comandante, aos oficiais do Estado-Maior e aos comandantes de Subunidade da OM, sobre questões sensíveis e correntes relacionadas aos praças, sobretudo que tange o moral da tropa, o bem-estar, a satisfação profissional, a carreira, a motivação, o apoio à família militar, a saúde, a assistência social, a justiça e a disciplina, bem como processos decisórios relacionados aos praças.

    Brigadeiro Rossato, Comandante da Aeronáutica, cobra mais investimentos .

    23 de Setembro, 2016 - 09:20 ( Brasília )

    Brigadeiro Rossato, Comandante da Aeronáutica.


    Alex Rodrigues

    O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, revelou hoje (22), durante encontro com jornalistas em Brasília, que o governo discute a possibilidade de criar duas novas estatais. A primeira, ainda sem sugestão de nome, concentraria as atribuições de controle do espaço aéreo espalhadas entre a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

    A segunda - provisoriamente apelidade de Alada - absorveria profissionais qualificados que deixassem o serviço militar para continuar atuando no desenvolvimento de projetos de Ciência e Tecnologia.
    “O estudo está pronto. Foi feito por força de uma portaria conjunta dos ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e agora está tramitando no Ministério do Planejamento”, disse Rossato durante a conversa com jornalistas.
    Se aprovadas, as duas estatais poderão contratar militares e civis. A empresa que assumiria o controle aéreo teria fonte de recursos próprios, recebendo o valor correspondente a algumas das tarifas de serviços que empresas e usuários do transporte aéreo pagam a Infraero. Rossato estima que o valor anual destinado ao Decea pode chegar a R$ 2 bi – valor que costuma ser bloqueado pelos contingenciamentos do Orçamento, mas cuja projeção é de aumento, pois o tráfego aéreo tem crescido constantemente. O comandante da Aeronáutica acredita que é justamente essa a proposta com mais chances de ser aprovada mais rapidamente.
    A outra empresa pública, a Alada, contrataria profissionais qualificados, principalmente na área de ciência e tecnologia, como, por exemplo, técnicos que deixassem a Força Aérea Brasileira [FAB]. E, nas palavras de Rossato, “faria um link com empresas privadas na produção de satélites e materiais e até mesmo na comercialização desses”.
    Além das vantagens administrativas e operacionais apontadas pelo comandante da Aeronáutica, a criação das novas empresas favoreceria a Aeronáutica, já que a intenção é estabelecer mecanismos legais para que os recursos arrecadados sejam diretamente repassados aos cofres do Comando.
    "Podemos achar que estamos na contramão do governo querendo reduzir [o número de estatais e as despesas], mas existem empresas públicas e empresas públicas. Entendemos que uma empresa pública voltada para o controle do espaço aéreo é fundamental, porque ela assumirá certas responsabilidades que hoje são da Infraero e do Decea", concluiu o comandante.

    Mais investimentos em sistemas aeroespaciais

    Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, o governo israelense cedeu às forças de segurança do Brasil o acesso às imagens de um satélite, o Eros-B, usadas para reforçar a segurança do evento esportivo.
    Operando a uma distância mínima de 450 quilômetros de distância da Terra, o satélite é capaz de mapear o terreno e captar imagens com até 70 centímetros de resolução, permitindo, por exemplo, a identificação da placa de um veículo. Policiais federais e militares das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) viajaram para Israel para aprender a utilizar a tecnologia, que, em breve, não estará mais disponível gratuitamente.
    Além de auxiliar na proteção dos atletas israelenses e das demais delegações, o gesto israelense revelava intenções comerciais.
    Tudo porque, segundo o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, “os israelenses sabem que o Brasil tem se negado” a olhar para o espaço e investir em sistemas aeroespaciais autônomos. As Forças Armadas, por exemplo, continuam usando plataformas baseadas em tecnologias internacionais, deixando de desenvolver tecnologia própria.
    “Nos negamos a olhar para o espaço […] A Índia investe anualmente US$ 1,1 bi no setor. Com isso, gera 17,5 mil empregos diretos e já tem mais de 30 satélites em órbita. Além disso, vende satélites para outros países. Enquanto isso, estamos igual caranguejos, andando de um lado para o outro, sem avançar”, comentou o comandante.
    De acordo com o brigadeiro, a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais, de 1994 e coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), está longe de atingir seus objetivos. Para o comandante, o episódio envolvendo o satélite israelense demonstra que, “um dia, teremos que olhar para o espaço”.
    “Temos [Aeronáutica e Ministério da Defesa] um projeto pronto, mas ele não consegue ser aquinhoado com recursos financeiros básicos”, declarou Nivaldo Rossato em referência ao Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), sistema do Ministério da Defesa criado para atender demandas das Forças Armadas e programas dos demais ministérios.
    Projetos
    No cargo desde janeiro de 2015, o brigadeiro Rossato afirmou que o investimento em tecnologia aeroespacial impacta positivamente outros setores da economia e da sociedade.
    “Imagine toda essa tecnologia voltada para monitorar nossas áreas de fronteira ou nossas águas territoriais [faixa costeira que atinge até 22 quilômetros a partir do litoral], onde é possível distinguir o tipo de embarcação visualizada”, sugeriu o comandante, afirmando que a Argentina gasta muitas vezes mais que o Brasil em pesquisa e desenvolvimento aeroespacial.
    “Estados Unidos, Rússia e China não gastam o dinheiro que gastam à toa. Eles sabem a importância disso. A Argentina gasta quase dez vezes mais que nós. E nem precisamos fazer o mesmo que esses países já fazem. Podemos optar por algo mais simples, como satélites de órbita baixa, para comunicações, os sensores óticos.”
    O comandante lamentou projetos descontinuados e lembrou o acidente ocorrido em 2003, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, quando o acionamento premeditado do foguete Veículo Lançador de Satélites (VLS) custou a vida de 21 profissionais civis, afetando os projetos do programa espacial brasileiro.


    DEFESANET/UNPP

    sexta-feira, 23 de setembro de 2016

    PEC da reforma da Previdência vai atingir os militares .

    23 de setembro de 2016

    PEC da reforma da Previdência 


    Reforma sem distinção na Previdência
    Mudanças atingirão todos os brasileiros, inclusive militares e parlamentares
    GERALDA DOCA
    BRASÍLIA - A proposta de emenda constitucional (PEC) que vai alterar as regras do 
    sistema previdenciário já foi fechada pelos técnicos do governo. De acordo com o 
    texto encaminhado ao presidente Michel Temer, que deve bater o martelo na
     próxima semana, as mudanças vão atingir todos os trabalhadores brasileiros, 
    do setor privado ao público, militares e até parlamentares, tendo regimes especiais 
    ou não. Ao contrário do que chegou a ser divulgado anteriormente, as Forças Armadas
     entrarão na reforma da Previdência. E, para fechar brechas legais à chamada 
    desaposentação (possibilidade de o aposentado continuar trabalhando e recalcular 
    o benefício), a ideia é deixar claro na Constituição que a aposentadoria é “irreversível 
    e irrenunciável” — conceito previsto apenas em decreto.
    Sobre a desaposentação, há milhares de ações na Justiça, e o assunto já chegou 
    ao Supremo Tribunal Federal (STF). Uma decisão favorável aos trabalhadores poderá 
    representar um esqueleto acima de R$ 100 bilhões para a União, segundo estimativas
     oficiais. A medida valeria para os novos pedidos e também para orientar as decisões
     judiciais em andamento. Até agora, a Advocacia-Geral da União (AGU) vem recorrendo
     das sentenças.
    Segundo um interlocutor, a decisão de enviar ao Congresso uma proposta mais 
    abrangente foi tomada antes da viagem de Temer a Nova York e tem como objetivo 
    ajudar a convencer a opinião pública sobre a necessidade urgente das mudanças.
     Essa tarefa, explicou a fonte, é mais difícil se alguns grupos ficarem de fora da reforma.
     A intenção de Temer é enviar a PEC ao Congresso até outubro, se possível antes das
     eleições — depois de apresentar o texto às centrais sindicais e líderes dos partidos.
    — A decisão do presidente será política, mas com embasamento técnico — afirmou 
    um técnico envolvido nas discussões.
    A opinião é compartilhada por especialistas em Previdência, levando-se em conta o 
    que o país gasta com aposentadorias e pensões — e, sobretudo, a enorme distância
     entre os setores privado e público. O déficit no INSS neste ano está estimado em 
    R$ 149,2 bilhões, para pagar 30 milhões de segurados. Já no serviço público, o rombo
     projetado é de R$ 90 bilhões, mas para um universo de um milhão de beneficiários.
    — Entendo como correto e salutar o processo de convergência das regras da 
    Previdência para todos os trabalhadores — afirmou o pesquisador do Instituto de
     Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Rogério Nagemine.

    Militares das Forças Armadas

    Os militares não ficarão de fora da reforma. Devem ser feitos ajustes na
    carreira, que elevariam o tempo de serviço necessário para pedir transferência
    para a reserva de 30 anos para 35 anos. A idade compulsória (limite para
    permanência na ativa) deve acabar. Também está sendo avaliado o impacto fiscal
    da pensão das filhas.



    TRABALHADOR RURAL PASSARIA A CONTRIBUIR
    A ideia é que a fase de transição dure entre 15 e 20 anos (mulheres e professores), 
    de forma que, se a PEC for aprovada em 2017, todos estejam dentro das novas regras
     em 2037. Com isso, acaba a aposentadoria por tempo de contribuição — 35 anos
     para homens e 30 para mulheres —, vigorando apenas a idade mínima, com tempo
     de contribuição mínimo, que deve subir dos atuais 15 para 20 anos. Ou seja, se uma]
     pessoa começou a trabalhar com 18 anos, contribuirá por 47 anos e, ainda assim,
     terá que ficar mais tempo na ativa para levar o benefício integral, pois o cálculo deste 
    deve mudar.
    Também acaba o chamado fator previdenciário, que hoje permite ao trabalhador do
     setor privado se aposentar ao atingir 85/95, somando idade e tempo de contribuição 
    para mulheres e homens, respectivamente. No setor público, onde já existe idade 
    mínima, esta passará do atual patamar — 60 anos de idade e 35 de contribuição 
    (homens) e 55 anos e 30 de contribuição (mulheres) — para 65 anos.
    Assim como no caso de mulheres e professores, que têm regras mais suaves que 
    os demais trabalhadores (podem se aposentar com cinco anos a menos), os 
    militares das Forças Armadas deverão ter uma fase de transição mais leve, diante
     das especificidades da carreira. Estão no radar elevar o tempo na ativa dos atuais 
    30 para 35 anos, acabar com a quota compulsória (ao chegar a determinada idade, 
    o militar é obrigado a pedir reserva) e outros ajustes, inclusive na pensão.

    Incertezas
    De janeiro a agosto de 2016, foi registrado 1,710 milhão de solicitações de aposentadoria
     no INSS, um avanço de 7,9% frente a igual período do ano passado
    Para isso, a PEC se propõe a alterar o artigo 142 da Constituição. Os militares 
    continuam contribuindo quando vão para a reserva, com alíquota de 7,5%, mas, mesmo
     assim, o sistema registrou déficit de R$ 32,5 bilhões no ano passado.
    Já no caso de policiais militares e bombeiros, estão previstas alterações no artigo 42. 
    A ideia é fixar idade mínima, e não apenas tempo de contribuição, como é hoje. 
    A medida é considerada importante para reduzir a pressão dos gastos dos estados,
     que viraram 2015 com déficit de R$ 60,9 bilhões no conjunto dos regimes próprios
     de previdência.
    Desde que acabou o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), em 1997, 
    deputados e senadores podem se aposentar aos 60 anos, com benefício integral
    se exerceram o mandato por 35 anos, ou proporcional, se por um tempo inferior. 
    Eles seguem os mesmos critérios dos servidores públicos.
    Em outra frente, a reforma deve proibir o acúmulo de pensão e aposentadoria 
    para novos beneficiários. E o valor da pensão será reduzido, unificando as regras
     para todos. A PEC vai mexer ainda com a aposentadoria rural: os trabalhadores 
    contribuirão com uma alíquota de 5%, semelhante aos microempreendedores.
     Empresas exportadoras do agronegócio, que têm isenção, também deverão ser
     afetadas. Todos, sem exceção, serão atingidos de alguma forma, disse a fonte.
    (Colaborou Eduardo Barretto)
    O Globo/UNPP

    segunda-feira, 19 de setembro de 2016

    Dias Tóffoli provoca militares e juízes brasileiros

     Dias Tóffoli

    dias-toffoli-abertos
    Dias Tóffoli, o menino de Lula, indicado para uma vaga de ministro do STF depois de ser reprovado, por duas vezes, em concurso público para juiz de direito é autor da maior provocação já feita aos militares e aos juízes brasileiros nos últimos 30 anos.
    A máxima de que, quando você não domina um assunto, o recomendável é que fique de boca fechada não valeu para Dias Tóffoli. Diante de uma platéia de empresários em Belo Horizonte, abandonou o tema pelo qual estava pautado para incursionar num perigosíssimo terreno minado, cheio de explosivos e sob forte observação da caserna. Falou o que não devia e colocou em “alerta total” os militares. Era o “fator legal” que faltava para que um enorme segmento das Forças Armadas se convencesse que já passou o momento de agir.
    Ao afirmar textualmente de que: “a Justiça corre o risco de “cometer o mesmo erro que os militares cometeram em 1964” se a política for criminalizada e o Judiciário “exagerar no ativismo”, Dias Tóffolli prova que não possui a menor condição de ocupar uma cadeira no STF.
    – Dias Toffoli não foi ministro do STF ao criticar os militares… Dias Tóffoli foi militante petistas.
    – Dias Toffoli não foi ministro do STF ao criticar os juízes brasileiros que atuam com independência, prendendo corruptos, afastando da vida pública ladrões e recuperando bilhões de reais que foram roubados do Brasil… Dias Tóffoli se comportou como um defensor contumaz de gente da pior espécie. (vide Mensalão e o habeas corpus concedido apara Paulo Bernardo, seu ex-chefe no PT).
    Qual será o medo real de Dias Tóffoli?
    – Que seu “mentor” Luis Inácio Lula da Silva seja preso?
    – Que seus pares determinem uma minuciosa investigação para esclarecer as ligações da sua mulher, na condição de advogada, de empreiteiros ladrões?
    – Que juízes independentes, sérios, honestos, que chegaram na função por meio de concurso público e não pela “mão suja” de um presidente desmoralizado, comecem a comandar, de verdade, o judiciário brasileiro?
    – Que ao atacar a operação Lava Jato também “acertou” o Ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato?
    Definitivamente Dias Tóffoli perdeu uma grande oportunidade de ficar calado em Belo Horizonte.
    Dias Tóffoli não tema a mínima noção do “estrago” que provocou. Dada a gravidade das suas declarações, certamente será “aconselhado” a entregar a toga e se recolher ao escritório que defende os bandidos da lava Jato.
    Leia na íntegra a matéria publicada pela Folha de São Paulo, assinada pelo jornalista JOSÉ MARQUES.
    “Judiciário pode ‘cometer o mesmo erro de militares em 1964’, diz Toffoli
    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli disse nesta sexta-feira (16) que a Justiça corre o risco de “cometer o mesmo erro que os militares cometeram em 1964” se a política for criminalizada e o Judiciário “exagerar no ativismo”.
    Ao palestrar em evento de direito tributário em Belo Horizonte, Toffoli listou momentos da história do Brasil em que as Forças Armadas agiram como “poder moderador”: destituíram governos e depois devolveram aos civis.
    Ele afirma que, no entanto, no golpe de 1964, os militares quiseram “se achar os donos do poder” e se desgastaram com isso.
    “Com o desgaste dos militares, porque eles deixaram de ter autoridade moral de ser o poder moderador das crises da federação brasileira, quem acaba por assumir é o Poder Judiciário”, afirmou.
    “E nesse protagonismo, o Poder Judiciário tem que ter uma preocupação: também não exagerar no seu ativismo. Se exagerar no seu ativismo, ele vai ter o mesmo desgaste que tiveram os militares.”
    Toffoli, que falaria no evento sobre direito tributário, deixou o tema de lado disse que era “mais importante fazer essas reflexões”.
    “Se criminalizar a política e achar que o sistema judicial vai solucionar os problemas da nação brasileira, com moralismos, com pessoas batendo palma para doido dançar e destruindo a nação brasileira e a classe política… É o sistema judicial que vai salvar a nação brasileira?”, questionou.
    Segundo o ministro, a Justiça tem que “resolver a crise de maneira pontual” e quando for provocada ou vai haver um “totalitarismo do Judiciário e do sistema judicial”.
    “Se nós quisermos ser os protagonistas da sociedade brasileira, começarmos a fazer sentenças aditivas, começamos a fazer operações que tem 150 mandados de busca e apreensão num único dia… Temos que refletir”, acrescentou.
    Fonte: Folha/UNPP

    sábado, 17 de setembro de 2016

    Defesa assina acordo de entendimento com ministério da Defesa do México

      Acordo com ministério da Defesa do México

    Brasília, 16/09/2016 – O ministério da Defesa, representado
     pelo chefe de Assuntos Estratégicos (CAE), brigadeiro Alvani 
    Adão da Silva, firmou memorando de entendimento, nesta 
    quarta-feira (14), com a Secretaria de Defesa Nacional e 
    Secretaria de Marinha do México. O documento relativo ao 
    intercâmbio de experiências e capacitação em segurança e 
    defesa terá vigência por três anos, prorrogáveis automaticamente 
    por mais 36 meses.

    O memorando estabelece a base pelo qual 12 países participantes
    irão envidar esforços para realizar a troca de experiência e
    formação em segurança e defesa, de acordo com as respectivas
    competências. Todas as sugestões deverão seguir princípios de igualdade,
     reciprocidade e interesse mútuo, em conformidade com a legislação
    nacional aplicável e a tratados internacionais de que ambos os Estados
     sejam parte.
    As autoridades participantes deverão estabelecer uma Comissão Mista
    de Acompanhamento que será composta por representantes do Estado-Maior
     Conjunto das Forças Armadas (Ministério da Defesa), do Estado-Maior
     da Defesa Nacional (Secretaria de Defesa Nacional), o Estado-Maior
    Geral da Armada (Secretaria de Marinha) e convidados autorizados pela
    comissão.
    Esta comissão irá coordenar as atividades de cooperação entre os países
     participantes, em conformidade com o memorando de entendimento e
    deverão reunir-se, alternadamente, no Brasil e no México, com
    periodicidade a ser acordada.

    As atividades de cooperação desenvolvidas neste âmbito deverão
     ser regidas pela legislação nacional aplicável e pelas convenções
     internacionais referentes a este assunto, que são vinculativas
    para a República Federativa do Brasil e para os Estados Unidos Mexicanos.
    Por meio da cooperação nas áreas de segurança e defesa, o objetivo é
     também fortalecer os tradicionais laços de amizade que têm caracterizado
     as relações entre os dois países. A compreensão mútua, a troca de
    experiências e uma maior cooperação irão promover a paz e a estabilidade
     internacional.
    Também participaram desta cerimônia, o general David Rivera Medina
     da secretaria da defesa nacional do México, e o almirante Arturo Ramón
     Bosco Romero, da secretaria de Marinha, além de autoridades brasileiras
     e mexicanas.
    Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
    Ministério da Defesa
    61 3312-4071
    Ministério da Defesa/UNPP

    Mulheres na carreira bélica das Forças Armadas .

    Brasília, 16/09/2016 – A abertura de vagas para o sexo feminino
    para o ensino bélico do Exército Brasileiro atraiu 7,7 mil candidatas,
     média de 192,5 por vaga, o que sinaliza uma disputa bastante acirrada.
    A este total somam-se os 21,3 mil homens que também concorrem à Escola
     Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), a porta de entrada para
     a carreira de oficial combatente da Força Terrestre.
    No concurso, a primeira etapa foi vencida nos dias 10 e 11 deste mês,
    quando todos os candidatos foram submetidos às provas teóricas, nas
     disciplinas de português, redação, física, química, matemática,
    geografia, história e inglês. Após todo processo de correção e
     publicação de resultados, serão conhecidos os aprovados para
    a segunda fase, em janeiro de 2017, que constitui a realização da
     inspeção de saúde e do exame de aptidão física (abdominal,
    flexão de braço e corrida).

    Foto: Divulgação EsPCEx
    O concurso deste ano foi considerado o maior da história da EsPCEx
    O concurso deste ano foi considerado o maior da história da EsPCEx
    A disputa engloba 40 vagas para mulheres e 400 para homens que, ao
    serem selecionados, passarão um ano na EsPCEx, em Campinas(SP).
     Concluído este período, os aprovados seguirão para a Academia Militar
     das Agulhas Negras (AMAN),  em Resende (RJ). Após quatro anos,
    as primeiras mulheres do Serviço de Intendência e do Quadro de
    Material Bélico sairão aspirantes a oficiais do Exército, caminho
    para alcançar o generalato.
    E, nesta batalha por uma das 40 vagas, está a aluna do Colégio Militar
    de Brasília (CMB), Mônica de Souza Moreira, de 18 anos. Ela disse que
    desde a infância pensava em ser militar. Mônica realizou um curso
    preparatório no próprio colégio e mudou sua rotina de estudos.
    “Quando entrava no colégio, chegava, assistia às aulas normais,
    almoçava na escola, e à tarde tinha o curso”, comentou a aluna.
    Mônica espera que a carreira militar venha complementar os
    ensinamentos que adquiriu no Colégio Militar e incentivar outras
     meninas a fazer o concurso, não só da EsPCEx, mas de outras escolas
     militares. O maior desafio, segundo assinalou, vai ser a distância
     de sua família, pois o curso na EsPCEx funciona em regime de internato.

    Foto: Adriana Fortes/MD
    Mônica e Natália representam as jovens que sonham com a carreira militar
    Mônica e Natália representam as jovens que sonham com a carreira militar
    Natália Pim, 17 anos, também aluna do CMB e uma das candidatas, escolheu
    participar do concurso, pois considera que as escolas militares preparam
    os seus oficiais não só de forma intelectual, mas também pessoal. “Além
    de eu ter uma formação profissional muito boa, vou desenvolver o lado
    pessoal como nunca vivi antes”, afirmou a aluna. Para ela, só assistir aulas
    não foi o suficiente na preparação, e, por isso, incluiu exercícios diferentes
    na sua rotina, principalmente nos estudos de português e matemática,
    disciplinas exigidas na prova teórica.
    A candidata também procurou se preparar para a segunda fase do
    concurso, ou seja, a prova física. “Além de todo preparo mental,
    você tem que ter um preparo físico, então me dediquei mais à academia,
     corrida, pois não adianta passar na prova escrita e não passar na física.
    E cuidar da saúde também” comentou.Ela considera que, entrando na escola,
    será bastante cobrada, pois a experiência será diferente e poderá aprender
     muito. “Meu maior sonho é ver minha avó na AMAN, quando estiver me
    tornando aspirante”, contou Natália.

    Foto: Divulgação EsPCEx
    A EsPCEx completou 76 anos de existência
    A EsPCEx completou 76 anos de existência
    Para receber o grupo de mulheres, a EsPCEx teve que se adaptar à 
    nova realidade. Segundo o coronel Gustavo Henrique Dutra de Menezes,
     comandante da escola, a infraestrutura passou por quatro grandes obras:
    alojamentos, seção de saúde, seção de treinamento físico militar e
    almoxarifado. O regulamento também sofreu modificações, como as
    normas gerais de conduta, entre elas a apresentação individual das alunas,
     que deverá seguir o Regulamento de Uniformes do Exército (RUE).
    “Todos os cuidados e as adaptações necessárias para receber as alunas
    foram realizados”, afirmou o coronel Dutra.
    Já a AMAN também tem sua infraestrutura adequada para a chegada das
     primeiras mulheres. Este processo deve ser concluído ao longo do próximo ano.
    Mulheres nas Forças Armadas
    A Marinha e a Aeronáutica foram pioneiras na inserção de mulheres na linha
     bélica. Em 2013, a Marinha abriu vagas no concurso da Escola Naval.
    Engenheiras e intendentes podem chegar até o posto de vice – almirante.
    A primeira a alcançar um posto de oficial general foi a contra- almirante
     Dalva Maria de Carvalho Mendes, nomeada em 2012.

    Foto: Felipe Barra/MD
    A essência da formação marinheira está na Escola Naval
    A essência da formação marinheira está na Escola Naval
    “Acredito também que mais mulheres se sentiram motivadas a ingressar
     na Força após minha ascensão ao generalato. Esse fato demonstra,
    na prática, que a promoção é uma decorrência normal da carreira militar
    independente de gênero, pois está pautada na meritocracia, critério
    utilizado na avaliação de todos os oficiais”, ressaltou a almirante sobre
     a carreira.

    Foto: divulgação Força Aérea
    Mulheres integram os esquadrões brasileiros de aviação
    Mulheres integram os esquadrões brasileiros de aviação
    A Aeronáutica é a que contempla, hoje, o maior número de mulheres
    – cerca de 10 mil, dentre as de carreira e temporárias. As primeiras
    alunas da Academia da Força Aérea (AFA), sediada em Pirassununga
     (SP), entraram em 2003. Formadas em 2006, as oficiais aviadoras
    poderão ser promovidas a tenente-brigadeiro em 2046.
    A carreira militar nas Forças Armadas passou a ser uma alternativa
    no mercado de trabalho para as mulheres. Dentre os fatores para essa
    demanda estão a perspectiva de ascensão funcional, a estabilidade da
     profissão, o respeito e a organização das instituições militares, e a
     própria vocação militar.
    Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
    Ministério da Defesa/UNPP
    61 3312-4071

    Ministro Toffoli alerta que Judiciário pode "cometer o mesmo erro de militares em 1964"


    O ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli alertou, nesta sexta-feira (16), sobre os riscos do exagero do ativismo do Judiciário e da criminalização da política. Toffoli falou na possibilidade de se "cometer o mesmo erro que os militares cometeram em 1964".
    As declarações foram dadas durante palestra em evento de direito tributário, em Belo Horizonte. Dias Toffoli lembrou passagens em que as Forças Armadas agiram como "poder moderador". O ministro afirmou que, no golpe de 1964, os militares quiseram "se achar os donos do poder" e se desgastaram com isso.
    "Com o desgaste dos militares, porque eles deixaram de ter autoridade moral de ser o poder moderador das crises da federação brasileira, quem acaba por assumir é o Poder Judiciário", disse, acrescentando: "E nesse protagonismo, o Poder Judiciário tem que ter uma preocupação: também não exagerar no seu ativismo. Se exagerar no seu ativismo, ele vai ter o mesmo desgaste que tiveram os militares."
    "O Poder Judiciário tem que ter uma preocupação: também não exagerar no seu ativismo. Se exagerar no seu ativismo, ele vai ter o mesmo desgaste que tiveram os militares", disse Toffoli
    "O Poder Judiciário tem que ter uma preocupação: também não exagerar no seu ativismo. Se exagerar no seu ativismo, ele vai ter o mesmo desgaste que tiveram os militares", disse Toffoli
    O ministro prosseguiu: "Se criminalizar a política e achar que o sistema judicial vai solucionar os problemas da nação brasileira, com moralismos, com pessoas batendo palma para doido dançar e destruindo a nação brasileira e a classe política... é o sistema judicial que vai salvar a nação brasileira?", questionou.
    Dias Toffoli destacou que a Justiça deve "resolver a crise de maneira pontual". Do contrário, haveria a chance de acontecer o "totalitarismo do Judiciário e do sistema judicial". "Se nós quisermos ser os protagonistas da sociedade brasileira, começarmos a fazer sentenças aditivas, começamos a fazer operações que tem 150 mandados de busca e apreensão num único dia. Temos que refletir."

    Gilmar Mendes afirma que Exército ficará no Rio até o fim das eleições.

    Gilmar Mendes presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Justificativa para tal medida, segundo ministro, é que 

    a situação da segurança do Rio é 'uma das mais graves 

    do mundo'

    Rio - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes,
    afirmou nesta sexta-feira que o Exército e a Força Nacional ficarão no
    Rio de Janeiro até o fim das eleições municipais, previstas para outubro.
    A justificativa para tal medida, segundo Gilmar, é que a situação da
    segurança do Rio é "uma das mais graves do mundo".

    Gilmar Mendes afirma que exército permanecerá no Rio até o 
    fim das eleições municipais Elza Fiúza / Agencia Brasil

    Questionado se a Força Nacional atuará nas comunidades, Gilmar 
    respondeu que "pode  ocorrer". Já o ministro da Defesa, Raul 
    Jungmann, explicou que a continuidade do apoio federal ao Estado 
    do Rio depende da reedição do decreto que autorizou a presença 
    das Forças Nacionais durante os Jogos.
    Gilmar Mendes e Raul Jungmann se encontraram nesta manhã com
    o governador em exercício Francisco Dorneles. No evento eles 
    discutiram o planejamento de segurança para os locais de votação
     e cartórios eleitorais, assim como para as áreas de risco que 
    necessitem reforço de segurança das Forças federais. 
    Segundo Gilmar, outros estados como Pará e Rio Grande do
    Norte também solicitaram reforço na segurança.
    Forças Armadas iniciam operação especial para os Jogos Olímpicos Rio 2016

    O DIA /UNPP



    quinta-feira, 15 de setembro de 2016

    Brasil não deve banalizar uso das Forças Armadas, diz ministro da Defesa



    15 de Setembro, 2016 - 10:50 ( Brasília )

    Ministro da Defesa


    Rodrigo Viga Gaier
    Apesar de reconhecer as dificuldades financeiras dos Estados e os problemas na área de segurança pública, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta quarta-feira ser contra a permanência prolongada das Forças Armadas nas ruas e disse que não se deve banalizar o emprego dos militares no dia a dia das cidades do país.
    Jungmann explicou que os militares têm uma formação voltada para ações de defesa, portanto menos adequada para atuar em centros urbanos, comunidades e favelas.
    “Um soldado não tem formação policial, e se entra em uma comunidade não sabe quem é quem. O treinamento dele é outro e não é essa a função. Segurança deve ser resolvida no âmbito da segurança”, afirmou Jungmann a jornalistas.
    “As Forças Armadas colaboram com logística, inteligência, equipamentos, mas pontualmente na área de segurança... Temos que tomar cuidado e não podemos banalizar a GLO (sigla para Garantia da Lei e da Ordem, instrumento que autoriza a atuação dos militares como força policial)”, acrescentou o ministro após participar do Fórum Nacional, promovido pelo Instituto de Altos Estudos (INAE).
    A declaração de Jungmann pode representar um balde de água fria para o governo estadual do Rio de Janeiro, que gostaria de contar com a presença das Forças Armadas nas ruas por tempo indeterminado mediante uma grave crise financeira que levou o Estado a decretar situação de calamidade pública antes da Olimpíada.
    Os militares chegaram ao Rio em agosto para atuar na Olimpíada, estão trabalhando também na Paralimpíada e, por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vão ficar para as eleições municipais de outubro, por meio da decretação de uma GLO.
    Um pedido de permanência dos militares ao menos até o fim do ano no Estado foi feito recentemente pelo secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, ao ministro da Defesa, e está em apreciação por parte do governo federal.
    “Por enquanto o que vamos ter aqui é a garantia na votação e na apuração da eleição”, disse Jungmann.
    Ao ser questionado se as Forças Armadas poderiam dar uma contribuição maior para a segurança pública e exercerem uma atuação ostensiva no Rio e em outros Estados brasileiros, o ministro afirmou ser contra a permanência prolongada dos militares no cotidiano das cidades, e lembrou que experiências internacionais mostram que esse não é o melhor caminho.
    “Eu pessoalmente não sou favorável ao emprego mais prolongado das Forças Armadas”, disse Jungmann. “A GLO é um instrumento excepcional, localizado e por tempo determinado. Sei que há um déficit de segurança no país e um sentimento de vulnerabilidade, mas segurança tem que ser resolvida na segurança”.

    Forças Armadas estão prontas para atuar nas eleições do Rio¹

    A permanência das Forças Armadas no Rio de Janeiro após o período de eleições municipais dependerá de autorização do presidente Michel Temer, caso haja um pedido formal do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse nesta quarta-feira, 14, o ministro da Defesa Raul Jungmann, depois de participar do Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio. Jungmann afirmou que as tropas estão prontas para garantir o processo de votação e apuração das eleições municipais no Rio de Janeiro.
    Na semana passada, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, se reuniu com Jungmann e com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para tratar do tema da segurança do Rio, que enfrenta grave crise e decretou estado de calamidade financeira às vésperas da Olimpíada.
    Jungmann afirmou que dentro dos limites orçamentários da pasta há disposição em colaborar com logística, inteligência e capacitação e controle, mas a presença das tropas depende da autorização do presidente da República a partir de um apelo formal do governador.
    “Pessoalmente não sou a favor do emprego prolongado das Forças Armadas (na segurança dos Estados). A GLO (Garantia da Lei e da Ordem) é um instrumento excepcional e por tempo limitado. Questão de segurança deve ser resolvida na segurança”, disse, explicando que um soldado não tem formação policial e que a sua pasta tem que defender os interesses e soberania do País.
    Operação Hashtag
    O ministro disse que as prisões decretadas na Operação Hashtag, de combate ao terrorismo, poderão ser prorrogadas pela Justiça. Segundo ele, tudo depende da atuação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, que estão à frente da operação. Em sua avaliação houve evidências da necessidade dessas prisões no início da operação, com a caracterização de atos preparatórios de terrorismo.

    ¹com Estadão/UNPP

    terça-feira, 13 de setembro de 2016

    Oficial da Marinha Mercante tem morte cerebral após acidente em navio .


    Oficial da Marinha Mercante

    Ela foi atingida por um forte jato de água durante o teste de um equipamento, no último sábado, e depois caiu em cima de soldas

    Rio - A oficial de máquinas da Marinha Mercante Eloá Bernardo dos Santos, de 23 anos, teve morte cerebral decretada pelos médicos do Hospital Santa Maria Madalena, na Ilha do Governador, Zona Norte, nesta segunda-feira. Ela foi atingida, no último sábado, por um forte jato de água durante o teste de um equipamento de combate a incêndios e caiu em cima de soldas. Na ocasião, três operários ficaram feridos.
    Eloá estava ajudando na construção do navio Astro Tamoio, da empresa Astro Marítima de Navegação, em um estaleiro na Baía de Guanabara, no último sábado. No momento do teste, o canhão chegou a travar e, quando voltou a funcionar, soltou um forte jato em cima da jovem e dos funcionários, que estavam no convés do navio.
    De acordo com o presidente da Associação dos Oficiais de Máquinas da Marinha Mercante, Alexandre Gomes, o teste não deveria ter sido feito naquele momento, já que os operários estavam usando soldas na embarcação.
    "Os outros operários só sobreviveram porque conseguiram se desvencilhar e se esconder. O hospital ainda não nos disse se ela teve o corpo eletrocutado ou não", contou o presidente, acrescentando ainda que vai enviar um ofício à Marinha do Brasil nesta terça-feira pedindo explicações sobre o acidente. "Queremos um inquérito apurando as responsabilidades", afirmou.
    Procurada pelo DIA, a Marinha destacou que foi informada sobre o acidente apenas na tarde desta segunda-feira. O órgão afirmou ainda que as causas e responsabilidades do caso serão apuradas por meio de Inquérito Administrativo instaurado pela Marinha do Brasil.

     
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