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    domingo, 29 de março de 2015

    AÇÃO DO COMANDO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS NA COPA 2014 E O PRÓXIMO DESAFIO 2016 .

     de Março, 2015 - 09:50 ( Brasília )

    SOF

    EB - AÇÃO DO COMANDO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS NA COPA 2014

    Atirador de elite do Comando de Operações Especiais do Exército em treinamento para atuar no combate ao terrorismo.

    No contexto das ações de segurança planejadas para a Copa do Mundo FIFA 2014, o Comando de Operações Especiais (COpEsp) recebeu do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa a tarefa de assumir a coordenaçãodas ações antiterroristas[1] e contraterroristas[2]. Essa missão, de elevada relevância para que o ambiente da competição estivesse pacífico e seguro, foi traduzida pelo seguinte enunciado:

    “planejar, coordenar e executar, num ambiente conjunto e interagências, ações de Prevenção e Combate ao Terrorismo; de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) e Antidispositivos Explosivos Improvisados (Anti DEI), a serem desencadeadas nas áreas de interesse relacionadas ao evento, afim de contribuir com o estabelecimento e manutenção da segurança durante a Copa do Mundo FIFA 2014.”

    Ainda que o Brasil não seja um alvo tradicional de grupos extremistas internacionais para o terrorismo, a hipótese de que o País pudesse ser o palco de uma ação terrorista, ou seja, local de uma ação violenta contra um alvo não nacional, não poderia ser descartada.

    Para atender a esse imperativo, o COpEsp planejou como seriam conduzidos o preparo e o emprego de suas unidades componentes, num ambiente conjunto e interagências, de maneira a se integrar com as organizações militares, policiais e civis que também operariam com a missão de evitar ações terroristas em território nacional durante a Copa do Mundo FIFA 2014.

    Preparação nos Eixos de Contraterrorismo e DQBRN

    O COpEsp realizou variadas atividades com foco na capacitação de pessoal, uma vez que seus efetivos orgânicos seriam insuficientes para a abrangência de sua missão. Essas atividades de capacitação de pessoal tiveram início ainda no ano de 2013, com a execução do Estágio de Nivelamento para os Coordenadores dos Centros de Coordenação Tático Integrado (CCTI). O objetivo foi habilitar operadores especiais para compor aqueles Centros, para que houvesse unidade doutrinária e de planejamento no que diz respeito à prevenção e combate ao terrorismo nas 12 cidades-sede.

    Seguiram-se outros estágios no ano de 2014: nivelamento para os integrantes das células de Operações de Apoio à Informação (OAI); nivelamento para os integrantes do eixo DQBRN, sobre a forma de atuação integrada e sobre os novos equipamentos adquiridos; e de capacitação para o pessoal de saúde que atenderia aos chamados em caso de ação terrorista. Além disso, também foram realizados estágios para frações dos Comandos Militares de Área, no sentido de capacitá-las para a atuação na varredura contra agentes QBRN e para atuar em postos de descontaminação total.

    Com o intuito de permitir melhor integração e interoperabilidade e para intercambiar experiências, o COpEsp realizou em Goiânia, entre 31 de março a 4 de abril de 2014, o Exercício Conjunto Interagências de Operações Especiais. Participaram do evento as equipes de OpEsp das Polícias Militares e Civis dos 12 estados que sediaram jogos da Copa do Mundo, o Comando de Operações Táticas do Departamento de Polícia Federal, o Grupamento de Mergulhadores de Combate e o Grupo Especial de Retomada e Resgate do Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais. Também estiveram presentes o Comando de Aviação do Exército e o Centro de Avaliação e Adestramento do Exército.

    Durante esse período, foram realizadas práticas de tiro com estresse, entrada em ambientes confinados para resgate de reféns, tiro de caçador, progressão em área de alto risco, técnicas aeromóveis, exercício de planejamento de estadomaior em crises terroristas e exercícios de dupla ação com temática de combate ao terrorismo.

    O exercício teve grande importância por permitir maior aproximação com as equipes militares e policiais de operações especiais, tanto na esfera federal como na estadual, fato que muito colaborou com o desencadeamento das ações no Eixo de Contraterrorismo no decorrer da Copa do Mundo.

    Finalizando o preparo e o trabalho iniciados por ocasião do Exercício Conjunto Interagências, as equipes do COpEsp realizaram, durante as duas semanas que antecederam ao mundial, ensaios (exercícios conjuntos simulados) nas diversas cidades-sede, com a finalidade de retificar e/ou ratificar as técnicas, táticas e os procedimentos observados durante as fases anteriores ao emprego; tendo sempre em vista as características de cada cidade-sede no que diz respeitoprincipalmente às arenas, aos centros de treinamento, hotéis e itinerários das delegações e de chefes de estado.

    No sentido de ampliar a percepção dos riscos apresentados por grupos extremistas que usam o terrorismo como arma para alcançar seus objetivos, o COpEsp realizou uma série de palestras para públicos selecionados, visando ampliar o engajamento na área do antiterrorismo.

    Órgãos de segurança pública (Polícias Militares e Civis, Corpos de Bombeiros Militares e Guardas Municipais), agentes de segurança de hotéis, seguranças dos estádios de futebol e equipes de segurança de transporte público e de centros de diversão de massa receberam instruções objetivas sobre como identificar ações suspeitas, como informar e como agir em face de tal ameaça.

    Após o dia 23 de maio de 2014, o COpEsp desdobrou seus elementos de emprego para integrarem o Centro de Coordenação, Prevenção e Combate ao Terrorismo (CCPCT) e os 12 CCTI, e para reforçarem os Coordenadoresde Segurança de Área.

    O CCPCT foi instalado em Brasília-DF para coordenar as medidas de antiterrorismo e de contraterrorismo, OAI e DQBRN, além de travar contato com os outros órgãos e agências que tinham atuação com a prevenção e combate ao terrorismo.

    Os CCTI foram alocados nas cidades-sede de jogos da Copa do Mundo, para acompanhar o andamento das ações antiterror e contraterror, com autoridade local para coordenação nos níveis estadual e municipal, e, também, em ligação com órgãos privados.

    Caso as medidas de antiterrorismo não fossem suficientes para deter uma ação terrorista, o COpEsp organizou duas Forças-Tarefa de Operações Especiais (FT OpEsp), em alerta, para atuar dentro da área de responsabilidade a cada uma delas atribuída. Dessa maneira, foram ativadas a FT 1º Batalhão de Forças Especiais, com a área de responsabilidade no setor centro e sul do País; e a FT 1º Batalhão de Ações de Comandos, com a área de responsabilidade no setor norte e nordeste do País.

    Para atender à questão de mobilidade, as FT OpEsp contaram, durante todo o período da Copa do Mundo, com o apoio de aerotransporte provido por aeronaves C-130 da Força Aérea Brasileira.

    As FT OpEsp estiveram prontas para realizar ações diretas para resgate de reféns ou retomada de instalações, ações de inteligência em proveito próprio e emprego de equipes de caçadores antipessoal e antimaterial.

    No Eixo DQBRN, foram empregados o 1º Batalhão de DQBRN (Rio de Janeiro) e a CompanhiaDQBRN (Goiânia), ambos coordenados pelo CCPCT, com a missão de realizar ações preventivas e recuperativas contra possíveis ameaças de origem QBRN.

    As medidas preventivas desenvolvidas durante a Copa do Mundo foram executadas sob a forma da missão tática de reconhecimento QBRN (Rec QBRN), caracterizado pelas ações de monitoramento, detecção, identificação, coleta de amostras e demarcação de áreas contaminadas, dentre outras.

    Todas as cidades-sede contaram com Grupos de Rec QBRN (Gp Rec QBRN) para execução dessas tarefas. Por se tratar de uma operação interagências, a terminologia empregada foi “varredura QBRN”, a qual foi realizada em comboios; hotéis; centros de treinamento de seleção, de imprensa e de convenções, além dos estádios propriamenteditos.

    O levantamento de dados de Inteligência foi essencial para a priorização da execução das varreduras QBRN, assim como para a coordenação com outras agências, o que possibilitou a realização de varreduras antibomba integradas e sincronizadas com as varreduras DQBRN.

    No que tange às medidas recuperativas, postos de descontaminação (P Dctmc) foram desdobrados em cada cidade-sede para atendimento a possíveis vítimas contaminadas por agentes QBRN. Justapostos aos P Dctmc, uma série de estruturas das agências participantes foi disposta.

    Nesse sentido, um módulo de saúde do próprio Exército Brasileiro, dotado de equipamentos de proteção individual, proporcionava o suporte básico de vida que antecede a descontaminação de feridos, além das coordenações necessárias com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) nas ações após a descontaminação.

    Na busca da conjugação de esforços necessária em operações dessa natureza, instituições como o Corpo de Bombeiros Militar, a Comissão Nacional de Energia Nuclear, o Centro Tecnológico do Exército, o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais de Saúde estavam em condições de serem empregadas, tendo participado inclusive dos ensaios e eventos-teste.

    Cabe ressaltar, ainda, a sinergia alcançada pelas agências no estabelecimento dos protocolos de entendimento, nas notas técnicas conjuntas entre os Ministérios da Defesa e da Saúde e nos compromissos de cooperação internacional.

    Destacamento de Operações de Apoio à Informação

    As OAI são procedimentos técnico-especializados aplicáveis desde a paz estável e sempre de forma sistematizada, de modo a motivar públicos amigos, neutros ou hostis a manifestarem comportamentos desejáveis; tudo com o intuito final de apoiar a conquista dos objetivos estabelecidos.

    Tendo em conta as ações de Defesa orientadas para a garantia de um ambiente seguro, tranquilo e estável durante a Copa do Mundo FIFA 2014, as OAI foram divididas em duas fases: preparo e emprego.

    No preparo, assume destaque o Estágio de Nivelamento e Atualização de Especialistas, realizado pelo 1° Batalhão de Operações de Apoio à Informação (1º BOAI), localizado em Goiânia. Esse evento teve como públicos não somente os militares do próprio Batalhão, mas principalmente os especialistas em OAI, oficiais e sargentos que foram mobilizados nos Comandos Militares de Área a fim de atenderem às demandas identificadas pelas 12 cidades-sede.

    Também quanto ao preparo, cabe salientar a realização de reconhecimentos por parte de equipes especializadas do 1º BOAI, os quais permitiram ampliar o domínio de conhecimentos sobre as peculiaridades regionais e, assim, colaborar com o refinamento dos documentos de planejamento e os adestramentos correspondentes.

    Quanto à fase de emprego, importa ressaltar a atuação das OAI nas 12 cidades-sede em suporte às medidas preventivas, seja no que tange às atividades de segurança conduzidas diretamente pelos Centros de Coordenação de Defesa de Área, seja quanto às atividades de prevenção da ameaça terrorista, coordenadas pelos CCTI.

    Em termos práticos, as OAI produziram e disseminaram mensagens gráficas e em áudio; realizaram palestras de conscientização e estímulo à adoção de procedimentos de segurança; apoiaram outros atores, tendo em conta as necessidades das operações em ambiente interagências; procederam a análise de discursos denominantes no ambiente informacional; adestraram órgãos de segurança pública na disseminação aérea de produtos gráficos; e integraram forças de contingência com equipes de alto-falantes.

    Convém ainda assinalar que as OAI também estavam preparadas para a ocorrência de incidentes, o que certamente imporia a atuação dessas operações nos esforços de gerenciamento de crises, de controle de danos e de gerenciamento de consequências de eventos indesejáveis.

    Comando e Controle

    Diante das demandas operacionais das tropas de operações especiais e buscando soluções alinhadas com os Projetos Estratégicos indutores da transformação do Exército Brasileiro, o COpEsp desenvolveu uma plataforma móvel de comando e controle com a capacidade de efetivamente dotar as operações especiais de meios capazes de integrar, com a agilidade necessária, o subsistema Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR) com o subsistema Comando, Controle, Comunicações e Computadores (C4).



    Esta estrutura, capaz de proporcionar o exercício do C4ISR, foi utilizada pela primeira vez na Conferência Rio+20 e, depois, na Copa das Confederações, na Jornada Mundial da Juventude e, finalmente, na Copa do Mundo FIFA 2014, quando as plataformas foram posicionadas em cinco cidades-sede.

    Com essa estrutura tecnológica, o COpEsp obteve a consciência situacional de todas as ações de que seus elementos operacionais participaram, conseguindo visualizar, em qualquer lugar do território nacional e em tempo real, as imagens que eram obtidas pelas lunetas dos caçadores ou por qualquer um de seus elementos de emprego. Além disso, os CCTI tinham em suas mãos a possibilidade de falar diretamente com o militar desdobrado e intervir nas ações em curso.

    Apoio de Inteligência

    As operações de Inteligência desenvolvidas durante os planejamentos, a preparação e a execução da Operação Copa do Mundo FIFA 2014 por parte do CCPCT e as relativas aos eixos CT e DQBRN, transcorreram, como não poderia ser diferente, num ambiente interagências.

    Dessa forma, ainda durante os planejamentos iniciais, buscou-se estabelecer a Rede de Inteligência do CCPCT, visando complementar os enlaces provenientes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) e, principalmente, dar maior celeridade à atualização da Consciência Situacional do Coordenador do CCPCT.

    Nesse contexto, foram estabelecidos contatos e fluxos de informações com o Centro de Inteligência Nacional, o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, a Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal, o Departamento de Contraterrorismo da Agência Brasileira de Inteligência, o Centro de Inteligência do Exército, a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, o Centro de Defesa Cibernética, o 1º Batalhão de Guerra Eletrônica, o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro, a Divisão de Inteligência da Procuradoria-Geral da República, o Comitê Organizador da FIFA, a Seção de Inteligência da Chefia de Operações Conjuntas, as Seções de Inteligência dos 12 Coordenadores de Defesa de Área e dos 12 Centros de Coordenação Tático Integrado.

    A interligação entre os sistemas de inteligência permitiu ao CCPCT acompanhar distintamente todos os eventos previstos, tendo proporcionado informações e dados precisos fundamentais aos elementos decisores.

    Próximo Desafio: 2016

    A participação do COpEsp nas ações de segurança da Copa do Mundo FIFA 2014 se pautou essencialmente na prevenção de ataques terroristas, limitando a liberdade de ação de grupos extremistas de operar livremente nas áreas onde ocorreriam os grandes eventos esportivos e em outras áreas de interesse.

    Dessa maneira, evitou-se com sucesso que atentados e suas graves consequências ocorressem durante o evento. No entanto, caso a barreira da prevenção fornecida por inúmeras medidas antiterroristas viesse a falhar, as frações de ação direta para retomada, resgate e supressão de ameaças estariam em condições de oferecer a pronta resposta necessária.

    A integração franca e a cooperação efetiva com os diferentes parceiros no campo do anti e contraterrorismo com a qual o COpEsp atuou durante a Copa do Mundo foram alcançados, tendo em vista o elevado grau de comprometimento e entendimento da relevância da missão que todos esses órgãos comungam.

    Resta agora que os legados da Copa do Mundo sejam inspiradores de novos e importantes desafios, especialmente as Olimpíadas 2016. Nesse sentido, o COpEsp espera contribuir para que esse evento também ocorra em um ambiente seguro, garantindo que o território nacional não seja palco de ações terroristas.

    NOTAS:

    [1] Antiterrorismo: Medidas defensivas de caráter preventivo, para reduzir a vulnerabilidade dos indivíduos e das propriedades aos atentados terroristas, incluindo respostas limitadas e contenção por parte de forças militares e policiais locais.

    [2] Contraterrorismo: Medidas ofensivas de caráter repressivo, conduzidas para prevenir, dissuadir, antecipar-se e responder a atentados terroristas, podendo ser de natureza pró-ativa ou reativa.

    DEZENAS DE MORTES EM ATAQUES AÉREOS DA COALIZÃO ÁRABE NO IÊMEN!

    sábado, 28 de março de 2015

    DEZENAS DE MORTES EM ATAQUES AÉREOS


    Pelo menos 39 civis morreram em mais de 24 horas de bombardeios aéreos, liderados pela Arábia Saudita, contra os rebeldes xiitas no Iêmen, informou o ministério iemenita do Interior.

    Doze vítimas faleceram em um ataque aéreo contra uma base militar ao norte de Sanaa, que atingiu áreas residenciais próximas, segundo fontes do ministério, que está sob controle dos rebeldes xiitas huthis.


    O ataque, durante a noite, tinha como alvo a base militar de Al-Samaa, utilizada por unidades do exército que estariam sob as ordens do ex-comandante das Forças Armadas Ahmed Ali Saleh, suspeito de uma aliança com os rebeldes xiitas.

    Ahmed Ali Saleh é filho do ex-presidente Ali Abdallah Saleh, forçado a deixar o poder em 2012, após 33 anos de governo, e acusado agora de uma união com os rebeldes.

    Na manhã desta sexta-feira, três ataques aéreos tentaram atingir o complexo do palácio presidencial em Sanaa, que os rebeldes tomaram no mês passado, de acordo com testemunhas.

    Ao leste da capital, na província de Marib, o acampamento de uma brigada do exército leal ao ex-presidente Saleh também foi bombardeada.


    Um oficial do exército informou à AFP que a coalizão liderada pelos sauditas atacou um depósito de armas em um acampamento utilizado por tropas leais ao ex-presidente Saleh, na periferia sul de Sanaa.

    O ataque provocou dezenas de vítimas, segundo a fonte, mas a informação não foi confirmada por uma fonte independente.

    A operação militar "Tempestade decisiva" começou na madrugada de quarta-feira para quinta-feira, com ataques aéreos sauditas contra diversas posições dos huthis.

    Com a intervenção, a Arábia Saudita, à frente de uma coalizão de 10 países que conta com o apoio logístico e de inteligência dos Estados Unidos, deseja ajudar o presidente iemenita reconhecido pela comunidade internacional, Abd Rabbo Mansur Hadi.

    O presidente, que em um primeiro momento abandonou a capital Sanaa para refugiar-se no sul do país, chegou na quinta-feira em Riad.

    FONTE: http://g1/UNPP

    sexta-feira, 27 de março de 2015

    General causa um ‘meia volta volver’ na APO e esvazia órgão

    General causa um ‘meia volta volver’ .

    Leandro Mazzini

    Foto: APO
    Foto: APO
    O ex-Autoridade Pública Olímpica Fernando Azevedo, general do Exército que assumiu o Comando Militar do Leste (Rio), fez a limpa na APO.
    Exonerou todos os militares levados para a sua gestão, dentro de sua cota, e praticamente esvaziou os principais cargos.
    Incumbida pela Matriz de Responsabilidades e acompanhamento do cronograma das obras nos parques, a APO está sem presidente a pouco mais de um ano da Olimpíada do Rio de Janeiro.
    O tesoureiro de campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff, Edinho Silva, deputado por São Paulo, desfilava entre gabinetes de Brasília e Rio dado como certo no cargo. Chegou a visitar o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o governador Luiz Fernando Pezão, em campanha por seu nome. Já não é garantido que assuma.

    25 apps para economizar e organizar as finanças .

    Veja 


    João (à esquerda) e Vinícius criaram o aplicativo TagBox
    João (à esquerda) e Vinícius criaram o aplicativo TagBox Foto: Leo Flores / Divulgação
    Marcela Sorosini

    O carioca Gustavo Alves, de 31 anos, conseguiu economizar cerca de 15% na compra de uma chuteira. Em vez de procurar o produto em lojas de shopping centers, o empresário adquiriu um par novinho em folha para a pelada que joga com os amigos, uma vez por semana, com apenas alguns toques na tela do celular, mais precisamente no TagBox, um aplicativo de ofertas. Assim como esse programa, diversas ferramentas para smartphones e tablets ajudam a economizar e organizar suas finanças. Por isso, o EXTRA — que também ajuda o consumidor a gastar menos tempo no supermercado com o aplicativo Lista de Compras Jornal EXTRA — reuniu 25 opções de apps com essas utilidades.
    Gustavo diz que os aplicativos permitem uma comparação de preços bem na hora de fechar um negócio:
    — Com a internet, fica mais fácil avaliar o preço real de um produto. Assim, evito comprar por impulso ou acreditar em qualquer promoção anunciada.
    Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec, concorda que a tecnologia funciona como uma importante aliada dos consumidores:
    — A maioria das pessoas vive conectada, e os aplicativos de comparação de preços ou que organizam as finanças fazem parte dos hábitos dos compradores atuais. Só é preciso tomar cuidado e usar apenas programas confiáveis. O ideal é procurar, na própria internet, a opinião de outros usuários para avaliar se os aplicativos são seguros e cumprem o que prometem.
    De acordo com o economista, as pessoas devem baixar apenas programas que atendam às suas necessidades:
    — Alguns compradores compulsivos costumam ter dificuldades ao usar ferramentas de ofertas, pois acabam se descontrolando com as promoções tentadoras. As pessoas que não resistem a uma liquidação e compram produtos de que não precisam se endividam sem ter necessidade.
    O consumidor está mais exigente e não admite pagar mais do que o necessário, diz o diretor executivo do Zoom, Thiago Flores. Segundo ele, alguns clientes usam o aplicativo do comparador de preços antes de comprar numa loja física:
    — O usuário está mais maduro, quer o preço justo e desconfia quando a oferta é destoante.
    Vinícius Turmina, de 27 anos, e João Flores, de 25, criaram o TagBox para atender às suas próprias necessidades:
    — Tínhamos dificuldade para decidir qual seria o lugar ideal para um happy hour, por exemplo, com o melhor custo-benefício. Então, veio a ideia de agrupar promoções — disse Flores.
    Turmina associa o sucesso do TagBox à agilidade:
    — Para os usuários, a grande vantagem é encontrar as melhores promoções num só lugar. Como consequência, as empresas elevam as vendas.
    Nicolas Scafuro, diretor do Kayak na América Latina, diz que os aplicativos atendem às necessidades do momento:
    — Em tempos de crise, cada centavo vale muito. É bom usar todos os recursos disponíveis.

    O EXTRA/UNPP

    Saiba como gastar menos de combustível aproveitando a tecnologia no seu celular.

    Saiba como gastar menos de combustível .

    Os aplicativos de celular ajudam até a pegar carona
    Os aplicativos de celular ajudam até a pegar carona Foto: Pedro Teixeira / 07.05.2014
    Priscila Belmonte

    Com o litro de gasolina custando, em média, R$ 3,51 no Estado do Rio, o motorista tem mesmo é que aderir às novas tecnologias, a fim de economizar. Cada vez surgem mais aplicativos que ajudam o consumidor a comparar valores, encontrar rotas mais curtas e controlar as despesas do automóvel. Roberto Cardoso, professor do curso de Interface Homem e Máquina e especialista em Gestão Estratégica da Faetec e Faeterj Rio, afirma que os apps são mesmo uma mão na roda nas horas mais difíceis.
    — Outro dia encarei um dilúvio e teria que entrar em várias ruas até chegar ao meu destino, pois não conhecia o lugar. Recorri à tecnologia e fiz uma rota perfeita — disse.
    Para ter a certeza de que o aplicativo é realmente seguro, o especialista indica recorrer a uma pesquisa no Google Play ou na Play Store, por exemplo, que fazem uma pesquisa prévia e avaliam se a ferramenta é confiável. Veja abaixo alguns exemplos que o EXTRA selecionou.
    O EXTRA/UNPP

    Bombardeios atingem capital do Iêmen; Marrocos se junta aos ataques .

    27/03/2015 10h57 - Atualizado em 27/03/2015 14h34


    Arábia Saudita lidera ataques contra forças houthis em Sana.
    Ação representa uma abrupta intensificação da crise no Iêmen.

    Da Reuters
    Tanque com bandeira separatista confiscado de depósito é visto em rua da cidade de Aden, no Iêmen, nesta sexta-feira (27) (Foto: Saleh Al-Obeidi/AFP)Tanque com bandeira separatista confiscado de depósito é visto em rua da cidade de Aden, no Iêmen, nesta sexta-feira (27) (Foto: Saleh Al-Obeidi/AFP)
    Aviões de guerra atacaram forças houthis que controlam a capital iemenita, Sana, e a região de maior predominância dessa comunidade, no norte do país, no segundo dia de uma campanha da Arábia Saudita para impedir que a milícia aliada do Irã amplie seu domínio por todo o Iêmen.
    Em um reforço para a Arábia Saudita, a monarquia aliada que governa o Marrocos anunciou que irá unir-se à coalizão sunita rapidamente montada contra o grupo xiita, fornecendo apoio político, de inteligência, de logística e militar.
    Protesto de rebeldes em Sanaa contra ataques aéreos (Foto: REUTERS/Khaled Abdullah)Rebeldes protestam em Sanaa contra ataques aéreos (Foto: REUTERS/Khaled Abdullah)
    Mas o Paquistão, apontado pela Arábia Saudita na quinta-feira como um parceiro na campanha integrada na maioria por países árabes do Golfo Pérsico, disse que não tomou nenhuma decisão sobre a possibilidade de contribuir, embora se comprometa a defender o reino contra qualquer ameaça à sua estabilidade.
    Os ataques aéreos, iniciados na quinta-feira, representam uma abrupta intensificação da crise noIêmen, na qual as monarquias sunitas do Golfo apoiam o sitiado presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi e seus aliados sunitas no sul do Iêmen contra o avanço xiita.

    Na capital iraniana, Teerã, o aiatolá Kazem Sadeghi, que comanda orações na sexta-feira, descreveu os ataques como "uma agressão e ingerência nos assuntos internos do Iêmen".
    Nesta sexta-feira, os clérigos nas mesquitas em Riad fizeram sermões inflamados contra os houthis e seus aliados iranianos, descrevendo a luta como um dever religioso. O principal conselho clerical da Arábia Saudita emitiu uma fatwa (édito religioso) na quinta-feira, dando sua bênção para a campanha militar.
    Moradores de Sanaa disseram que aviões atacaram bases da Guarda Republicana, aliada aos houthis, incluindo uma localizada perto do complexo presidencial, em um distrito do sul, por volta do amanhecer, e também atingiram as imediações de uma instalação militar que abriga mísseis.
    A iniciativa saudita é a mais recente investida de uma crescente ação regional para fazer frente ao Irã, em um confronto que também se desenrola na Síria, onde o governo iraniano apoia o presidente Bashar al Assad, e no Iraque, país em que milícias xiitas apoiadas pelo Irã estão desempenhando um papel importante na luta contra o Estado Islâmico.
    Os Guardas Republicanos são leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, principal aliado dos houthis, que ainda mantém ampla influência no país, apesar de ter sido forçado a deixar o cargo em 2011, depois de protestos da Primavera Árabe.
    Ataques aéreos anteriores ao sul da cidade e da região de Marib, produtora de petróleo, parecem visar instalações militares aliadas a Saleh.
    Aviões de guerra atacaram também dois distritos na província setentrional de Saada, da comunidade houthi, informaram fontes tribais. Os bombardeios atingiram um mercado em Kataf al-Bokaa, no norte de Saada, matando ou ferindo 15 pessoas, disseram. O distrito de Shada também foi bombardeado.
    A coalizão iniciou ataques aéreos na quinta-feira para tentar reverter os avanços dos houthis no país, situado na Península Arábica, e para reforçar a autoridade do presidente Hadi, que ficara escondido em Áden depois de fugir de Sanaa, em fevereiro.
    Hadi deixou Áden na quinta-feira e iria comparecer a uma reunião de cúpula árabe no Egito, no sábado, onde pretende buscar reforço no apoio árabe para os ataques aéreos.
    Ele chegou à Arábia Saudita na quinta-feira através de Omã, onde um funcionário do Ministério das Relações Exteriores disse que Hadi inha tido um check-up médico antes de se dirigir para o reino saudita.
    A campanha da Arábia Saudita levantou o moral de parte dos árabes do Golfo Pérsico que vê com inquietação a crescente influência do Irã na região.
    g1/UNPP

    SANCIONADA LEI QUE GARANTE LICENÇA-MATERNIDADE DE SEIS MESES ÀS MILITARES.

    27 de Março, 2015 - 10:24 ( Brasília )

    Defesa

    LEI QUE GARANTE LICENÇA-MATERNIDADE DE SEIS MESES .

    Licença de seis meses agora é lei
    Licença de seis meses agora é leiBenefícios também para adotantes



    Brasília - As mulheres militares que resolverem ser mães contam agora com mesmos benefícios das servidoras públicas civis. A presidência da República sancionou na quarta (25MAR15) a lei que estende, em outros benefícios, a licença-maternidade de seis meses àquelas que servem nas Forças Armadas. A Lei nº 13.109, de 25 de março de 2015, publicada na edição de quinta-feira (26), no Diário Oficial da União (Lei publicada na íntegra abaixo), também assegura direitos às adotantes e aos militares pais, que têm oficializado a licença de cinco dias corridos a partir do nascimento do filho.
     
    A lei assinada pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, beneficia cerca de 23 mil mulheres que atuam no âmbito das Forças Armadas. Além dos seis meses assegurados às gestantes, as militares adotantes licença remunerada de 90 dias, quando a criança for menor de 1 ano de idade, e de 30 dias, no caso daquelas com mais de um ano – neste último caso, pode haver prorrogação de 15 a 45 dias, dependendo de situações específicas previstas na lei.
     
    Benefícios também para adotantes
     
    Para o ministro da Defesa, Jaques Wagner, a aprovação da nova legislação é uma vitória para as militares e uma maneira de celebrar o Mês da Mulher. “É para mim uma satisfação notar esses grandes passos dados pela Defesa na direção da equidade de gênero, e ajudar a assegurar que o ministério e as Forças Armadas seja cada vez mais aberto para a contribuição profissional e atencioso das mulheres brasileiras”, disse o ministro.
     
    Com a lei sancionada, as futuras mães poderão mudar de função quando suas condições de saúde exigirem – se devidamente atestadas pela Junta de Inspeção de Saúde das Forças Armadas -, retornando ao cargo de origem logo após a licença.

    Outro benefício previsto na legislação garante às militares em amamentação um intervalo de uma hora, que pode ser dividido em dois períodos de 30 minutos, para descanso – até que o bebê complete seis meses.
     
     A nova legislação também diz que em casos de nascimento prematuro, a licença se inicia a partir do nascimento da criança. Também concede 30 dias de licença para as mulheres que sofreram aborto para tratamento de saúde.



    LEI Nº13.109,
    DE 25 DE MARÇO DE 2015
     
    Dispõe sobre a licença à gestante e à adotante, as medidas de proteção à maternidade para militares grávidas e a licença-paternidade, no âmbito das Forças Armadas.

    A PRESIDENTA DA REPÚBLICA
     
    Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
     
    Art. 1º - Será concedida licença à gestante, no âmbito das Forças Armadas, conforme o previsto no inciso XVIII do art. 7º da Constituição Federal, para as militares, inclusive as temporárias, que ficarem grávidas durante a prestação do Serviço Militar.
     
    § 1º A licença será de 120 (cento e vinte) dias e terá início ex officio na data do parto ou durante o 9º (nono) mês de gestação, mediante requerimento da interessada, salvo em casos de antecipação por prescrição médica.

    § 2º A licença à gestante poderá ser prorrogada por 60(sessenta) dias, nos termos de programa instituído pelo Poder Executivo federal.

    § 3º No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto.

    § 4º No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do parto, a militar será submetida a inspeção de saúde e, se julgada apta, reassumirá o exercício de suas funções.

    § 5º No caso de aborto, atestado pela Junta de Inspeção de Saúde das Forças Armadas, a militar terá direito a 30 (trinta) dias de licença para tratamento de saúde própria.
     
    Art. 2º Fica assegurado o direito à mudança de função quando as condições de saúde da militar gestante, atestadas pela Junta de Inspeção de Saúde das Forças Armadas, o exigirem, bem como o retorno à função anteriormente exercida, logo após o término da licença à gestante.
     
    Art. 3º À militar que adotar ou obtiver a guarda judicial de criança de até 1 (um) ano de idade serão concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada.
     
    § 1º No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1 (um) ano de idade, o prazo de que trata o  caput deste artigo será de 30 (trinta) dias.
     
    § 2º Poderá ser concedida prorrogação de 45 (quarenta e cinco) dias à militar de que trata o  caput e de 15 (quinze) dias à militar de que trata o § 1º deste artigo, nos termos de programa instituído pelo Poder Executivo federal que garanta a prorrogação.
     
    Art. 4º Durante o período de amamentação do próprio filho, até que este complete 6 (seis) meses de idade, a militar terá direito, durante a jornada de trabalho, a uma hora de descanso, que poderá ser parcelada em 2 (dois) períodos de meia hora.

    § 1º No caso de a gestante optar pela prorrogação da licença, de acordo com o § 2º do art. 1ºdesta Lei, não fará jus, durante o gozo da prorrogação, ao período de amamentação citado no  caput deste artigo.

    § 2º A Junta de Inspeção de Saúde das Forças Armadas poderá propor a prorrogação do período de 6 (seis) meses, em razão da saúde do filho da militar.

    Art. 5º Se o tempo de serviço da militar temporária for concluído durante a licença à gestante ou à adotante, a militar deverá ser licenciada ao término da referida licença e após ser julgada apta em inspeção de saúde para fins de licenciamento.
     
    Parágrafo único. O tempo de serviço adicional cumprido pela militar temporária em função do disposto no caput deste artigo contará para todos os fins de direito, exceto para fins de caracterização de estabilidade conforme previsto na alínea  a do inciso IV do art. 50 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980.
     
    Art. 6º Pelo nascimento ou adoção de filhos, o militar terá direito à licença-paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos.
     
    Art. 7º Ato do Poder Executivo disciplinará a concessão da licença à militar gestante e à militar adotante, da licença por motivo de gravidez de risco e da licença-paternidade e indicará as atividades vedadas às militares gestantes.
     
    Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
     
    Brasília, 25 de março de 2015; 194º
    da Independência e 127º da República.
     
    DILMA ROUSSEFF
    Jaques Wagner

    'O EXÉRCITO BRASILEIRO É CONSTITUCIONALISTA'

    27 de Março, 2015 - 09:40 ( Brasília )

    Terrestre

    'Vivemos em uma democracia', afirma general do Exército em visita a Prudente

     'o Exército Brasileiro é constitucionalista'
    General João Camilo Pires de Campos (Foto: Valmir Custódio-iFronteira)

    Generais do Exército em visita a Presidente Prudente(Foto: Valmir Custódio/iFronteira)
    Valmir Custódio
    iFronteira.Com

    Ao analisar o pedido pela volta do regime militar, feito em manifestações de rua pelo país, o comandante da 2ª Região Militar disse que 'o Exército Brasileiro é constitucionalista'.

    Cumprindo uma agenda de visitas aos Tiros de Guerra (TG) do Exército Brasileiro, estiveram em Presidente Prudente, nesta quinta-feira (26), os generais João Camilo Pires de Campos – comandante militar do Sudeste (CMSE) -, o de Divisão, Cláudio Coscia Moura – comandante da 2ª Região Militar - e o de Brigada, Riyuzo Ikeda – chefe do Estado Maior do CMSE.

    Entre os assuntos, Campos falou de sua aproximação familiar com o município e sobre as instalações do TG do município. O pedido pela volta do regime militar, visto nas ruas durante as manifestações pelo Brasil, também foi abordado pelo iFronteira.
    As patentes altas do comando do Exército chegaram ao Aeroporto Estadual de Presidente Prudente por volta das 10h. Já no saguão, os generais foram recebidos pelo prefeito Milton Carlos de Mello “Tupã” (PTB), por representantes do Executivo e do Legislativo municipais, das polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da classe de empresários, além de representantes religiosos e de educação.
    Depois, os generais seguiram para o TG de Presidente Prudente, onde os subtenentes Alex Sandro da Costa Dias e Alexandre da Silva Vilmar apresentaram as dependências da unidade aos oficiais.
    “O Tiro de Guerra de Presidente Prudente demonstra o carinho que a comunidade tem com ele. Um dos melhores que conheci, e a cidade está de parabéns por isso”, destacou o general Campos ao iFronteira. “O reservista de 2ª categoria não é de 2ª classe, apenas eles têm uma carga horária de instrução menor. Mas ao final do ano eles levam valores, trabalhos e experiência para o resto de suas vidas”, acrescentou Campos.
    “Nós temos 74 Tiros de Guerra e isso representa cerca de 5,4 mil soldados. O TG aproxima e interage sempre com a sociedade, mantemos os laços de confraternização, de orientação. Nós aproveitamos a educação que a pessoa recebe em casa, sua formação e damos a ela mais valores éticos para que se torne um bom cidadão”, completou o general Moura.
    Laços prudentinos
    Na ocasião, o comandante João Camilo Pires de Campos também falou de sua aproximação familiar com a cidade de Presidente Prudente, e do orgulho de ter se tornado um oficial.
    “Sou filho de João Pires de Campos e neto de Jonas Pires de Campos, que foram moradores, pioneiros desta cidade, moravam na Rua José Bonifácio. Volto a Prudente, portanto, muito feliz porque aqui morou também um tio, Ataliba, que chegou a ser presidente da Câmara, mas que, lamentavelmente, esses mais velhos já se foram.

    O que me deixa bastante emocionado em voltar aqui é que sequer imaginariam que esse filho de prudentino pudesse ser hoje um dos membros do alto comando do Exército brasileiro. Acredito que essa seja uma oportunidade ímpar de rever a terra deles com carinho, com muito apreço”, revelou o general Campos.

    Depois de tomarem café da manhã, os oficiais foram ao Cemitério Municipal São João Batista para acompanhar a visita do general Campos aos seus parentes sepultados no local. Depois, os representantes do Exército visitaram a Cidade da Criança.
    A agenda dos oficiais nesta quinta-feira (25) ainda previa visitas aos Tiros de Guerra de Adamantina e Osvaldo Cruz.
    Regime militar
    Durante as recentes manifestações populares ocorridas no Brasil contra o governo da presidente Dilma Rousseff, muitos participantes exibiram faixas e cartazes pedindo a volta do regime militar no Brasil – que foi instalado no país entre 1964 e 1985. A reportagem do iFronteira perguntou ao general Cláudio Coscia Moura como o Exército se posiciona sobre o assunto.
    “Nós não comentamos e não nos posicionamos sobre isso, que achamos ter um lado político. Mas posso dizer que vivemos em uma democracia, e o Exército Brasileiro é constitucionalista, ou seja, ele segue a Constituição Federal”, concluiu Moura.


    Traficantes expulsam PMs de contêiner no Alemão .


    Traficantes expulsam PMs de contêiner no 


    Alemão; agora, garagem é usada como base


    Ana Carolina Torres, Fabiano Rocha e Paolla Serra
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    Há pelo menos um mês, a base avançada da UPP Alemão da Rua Canitar mudou de endereço. Os policiais militares da unidade não usam mais o contêiner verde. Agora, eles, um ventilador, uma garrafa térmica e um rádio de comunicação da corporação dividem espaço com um lava a jato. Sem viatura, as guarnições se revezam ali, dia e noite, porque criminosos determinaram que fiquem a cerca de 50 metros da antiga instalação.
    — De dia, ainda conseguimos ficar na porta, aqui do lado de fora. Quando escurece, entramos e não saímos mais — relatou um soldado.
    Policiais militares, que só ficam a cerca de 50 metros da antiga base avançada no Alemão (em verde, no detalhe)
    Policiais militares, que só ficam a cerca de 50 metros da antiga base avançada no Alemão (em verde, no detalhe) Foto: Fabiano Rocha / Extra
    Durante a manhã e a tarde da última quinta-feira, o EXTRA percorreu a região. Em dois turnos, oito PMs alternavam o policiamento do local. Pelo rádio, os bandidos avisavam: “Não pode passar da faixa, senão está tudo brotado”, diziam, sobre o limite para a circulação dos militares. No local, segundo os policiais, há duas barricadas feitas pelos bandidos com trilhos de trem, onde eles ficam armados com pistolas e fuzis.
    — O clima aqui é tenso. É tiroteio toda hora, todo dia. Fomos expulsos do contêiner. Não tem como irmos ali. Nos abrigamos nessa garagem. A gente está muito exposto. A gente só pode andar até ali (aponta para o contêiner). Dali para lá é tudo deles — disse outro soldado.
    Dentro da garagem usada como nova base pelos PMs, há um ventilador, uma garrafa térmica e o rádio da corporação
    Dentro da garagem usada como nova base pelos PMs, há um ventilador, uma garrafa térmica e o rádio da corporação Foto: Fabiano Rocha / Extra
    Toda a movimentação policial é acompanhada pelos olheiros: “Passa a visão, aí. Está tudo monitorado.” “Tem um Logan e um carro da reportagem”, alertavam, também pelo radiotransmissor.
    — Eles (criminosos) falam o tempo todo: “Vai morrer, PM! Bota a cara!”. São 24 horas ouvindo isso. E eles monitoram tudo, além de nós. Sabem de cada carro que entra. Sabem até que vocês estão aqui — contou outro policial.
    Segundo os PMs, durante a noite tem sido frequentes as trocas de tiros no local. Na noite da quinta-feira da semana passada, por exemplo, militares ficaram encurralados naquele trecho da Canitar depois de serem alvejados por disparos. Na ação, um soldado foi ferido de raspão no joelho e outro foi baleado na perna. Em um áudio, os colegas de tropa chegaram a narrar o episódio: “Dois policiais resgatados, procedendo ao HGV (Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha). Comandante, preciso do apoio do Batalhão de Choque”, diz o PM que estava dentro de uma viatura.
    PMs não fazem abordagens a suspeitos
    Desde que uma das duas bases avançada da UPP Alemão deixou de ser sediada no contêiner, policiais militares da unidade só se abrigam na garagem. Eles sequer chegam próximo da antiga estrutura. Na garagem usada atualmente, entretanto, não há geladeira ou banheiros. Em ao local, os militares montaram duas fileiras, com cinco cones cada uma. A intensão seria coibir a movimentação de suspeitos, de carro ou de moto. Em vão, segundo os próprios PMs.
    — Você acha que, com aquela estrutura decadente, conseguimos fazer uma blitz, uma contensão ali? Não fazemos nem abordagens muito menos revistas. Está tudo dominado por eles — desabafa um soldado.
    O contêiner verde foi substituído, em julho do ano passado, depois que um transformador foi atingido durante uma troca de tiros entre PMs e criminosos. Na ocasião, o equipamento que ficava próximo a base avançada pegou fogo, danificando o contêiner antigo — que trazia a inscrição UPP na lataria.
    O contêiner verde, que era usado como base avançada até um mês atrás
    O contêiner verde, que era usado como base avançada até um mês atrás Foto: Fabiano Rocha / Extra
    Na última quinta-feira, o EXTRA encontrou uma viatura da unidade a pelo menos um quilômetro da nova base avançada. Enquanto a garagem usada pelos PMs atualmente fica no número 743 da Rua Canitar, o carro da corporação estava próximo ao 125. Dois PMs de fuzil estavam no local. Neste percurso, há uma localidade conhecida como Campo do Sargento, antigo local de venda de drogas e presença de traficantes armados.
    Já no final da Canitar há a região do Largo do Bulufa, onde os militares contam que não fazem policiamento, nem a pé nem de viatura, “há meses”. Na continuação da rua, é possível acessar ainda a comunidade Nova Brasília, onde há outra UPP e a sede da 45ª DP (Alemão). Na região, há locais, como o Largo da Vivi, onde tiroteios entre PMs e bandidos são frequentes.
    Procuradas pelo EXTRA, as assessorias de imprensa da Polícia Militar, da Coordenadoria de Polícia Pacificadora e da Secretaria de Segurança não responderam os questionamentos sobre o assunto.

     
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