General assume fardado o mandato de deputado federal.
O militar explica sua proposta de pauta democrática
2 de fevereiro de 2019
O general PETERNELLI assumiu seu
mandato com o UNIFORME COMPLETO DE GENERAL do Exército Brasileiro. Peternelli disse
que a imagem do Exército contribuiu para sua eleição e que em homenagem à força
terrestre estaria fardado em momentos especiais de seu mandato.
Peternelli, como candidato a
presidente da casa, discursou e pediu a confiança dos deputados.
Veja a transcrição da fala do General
Peternelli:
Presidente, Sras. e Srs. Deputados,
povo brasileiro, pauta democrática na Câmara dos Deputados. Decidi me lançar
candidato avulso à Presidência da Câmara para propiciar a todos os Deputados
uma participação mais efetiva. Quando cheguei à Câmara acreditava que os
Deputados teriam participação em muitas decisões, teríamos reuniões, mas logo
verifiquei que o Presidente da Câmara, a Mesa, os Líderes e os Presidentes de
algumas Comissões e partidos decidem sobre tudo, algo em torno de 20 pessoas.
Fui entender o que a imprensa chama
carinhosamente de “baixo clero”. É a grande maioria que só vota, por decisão
própria, em algumas oportunidades e praticamente não consegue fazer com que
seus projetos sejam analisados.
Compreendi que o Presidente da Câmara
é quem decide a pauta dos projetos que serão votados. O que fazer para alterar
esse quadro? Propor que a pauta seja decidida da seguinte forma: 50% dos
Deputados marcam dez projetos que gostariam que fossem analisados e os mais votados
entram na pauta, independente de pedir ou conversar com o Presidente da Câmara;
de 10% a 20%, por votação espontânea da população nos projetos que tramitam na
Câmara — estão prontos, e, pela Internet, a população se manifestará; de 30% a
40%, como ocorre hoje, por decisão do Presidente da Câmara, ouvindo os Líderes
e o Governo. É importante a participação dos Deputados.
Não deveria haver “baixo clero”,
afinal todos são importantes e foram eleitos para representar a
população. O povo brasileiro votou por mudanças, votou por reformas
importantíssimas de que o País precisa, como a da Previdência, a econômica e a
política. Isso depende de nós.
Nós, Deputados, não podemos nos
sentir coagidos por agirmos como previsto na legislação e conforme nossas
consciências. As demonstrações de austeridade e anticorrupção, demandas
dos eleitores, são necessárias para a Câmara dos Deputados. Temos que dar o
exemplo!
A população espera que sejamos
autênticos, transparentes, que tenhamos coragem para alterar rotinas antigas e
que sejamos independentes.
Sou candidato a Presidente da Câmara
para desenvolver um trabalho com a participação de todos. Deputados, façam
valer sua importância e sua opinião! O bem comum é o nosso
objetivo! Agradeço a presença à minha família, que sempre me inspirou
nestes momentos.
Brasil acima de tudo! Muito
obrigado.
O militar se mostrou otimista e disse
que está realmente motivado e feliz por ter tido a oportunidade de lançar sua
candidatura avulsa à presidência da casa propondo uma pauta democrática já
mencionada em post anterior da Revista Sociedade Militar.
Seria interessante que os outros
políticos militares, oficiais, sargentos e cabos se apresentassem fardados,
certamente isso causaria indignação na esquerda brasileira que vê os homens dos
botões dourados como símbolos vivos de que princípios como honestidade, respeito
e meritocracia realmente funcionam.
Há alguns anos deputados de esquerda
tentaram barrar a entrada do capitão AUGUSTO alegando que uniforme não poderia
ser considerado como um terno, exigido para ingresso no Congresso Nacional.

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