A pichação no carro que, segundo colega de farda, é do PM Foto: Reprodução
Ana Carolina Torres
Um
soldado da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foi encontrado morto
na Zona
Norte do Rio, na manhã deste domingo. Segundo informações de
colegas de farda, José Josenilson Alves dos Santos, de 31 anos, levou
pelo menos cinco tiros. O corpo estava na Avenida Brasil, na altura de
Cordovil, e foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML).
Em
grupos de WhatsApp de policiais militares e também em perfis de
Facebook, circula uma foto de um Honda Civic com a pichação "Morre PM"
na lateral. Em outra imagem, estão as iniciais de uma facção criminosa.
Segundo as mensagens, o carro pichado era de Santos. Um colega de farda
do soldado morto confirmou ao EXTRA que realmente se trata do veículo do
agente. O carro está sendo periciado pela Divisão de Homicídios
(DH),
que investiga a morte.
Santos saiu para trabalhar mas não chegou à UPP Foto: Facebook / Reprodução A
morte do soldado só foi descoberta na noite deste domingo. Isso porque a
viúva
do policial estranhou quando ele não voltou para casa - o soldado
estava escalado
para trabalhar das 6h às 18h. Houve, então, uma busca
por Santos e o corpo acabou
sendo encontrado no IML.
Procurada
para comentar o episódio, a assessoria de imprensa da PM informou que
“na manhã deste domingo (26/06) um policial foi encontrado morto próximo
ao Viaduto de acesso à BR 040, Cordovil. O crime até o momento foi de
autoria e motivos desconhecidos. Não temos o horário do enterro ainda”.
Segundo
as primeiras informações de agentes que investigam o assassinato do
soldado, ele teria sido vítima de uma falsa blitz. Ele teria saltado do
carro e atirado nos bandidos, mas foi perseguido e morto. Bombeiros que
passavam pelo local viram Santos, já caído no chão, sendo revistado
pelos criminosos. A arma do PM foi levada. Outro PM morto
Neste
domingo, outro PM foi morto no Rio. O primeiro tenente Denilson
Theodoro de Souza, de 48 anos, foi morto em uma tentativa de assalto na
Pavuna, também na Zona Norte. O policial estaria levando um parente na
casa do sogro, na Rua Sargento Antônio Ernesto, quando teve o carro
abordado por quatro bandidos, que já tinham roubado
outro veículo.
Quando os bandidos constataram que o motorista era um policial militar,
abriram fogo, atingindo a cabeça e o braço do PM.
Denilson fazia parte da segurança de Eduardo Paes Foto: Reprodução Denilson
fazia parte da equipe de segurança do prefeito do Rio, Eduardo Paes,
havia quatro anos. Ele era casado e deixa dois filhos, um menino de 16
anos e uma menina de
9 anos. O primeiro tenente será sepultado às 16h no
Cemitério Jardim da Saudade, em Sulcap, na Zona Oeste da cidade.
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